Virginia Fonseca revela novo tratamento para pele mais firme e hidratada
Influenciadora apresentou novidade à base de ácido hialurônico voltada à firmeza e à elasticidade da pele; dermatologista explica como funciona o procedimento
Virginia Fonseca divulgou o HA3 ElastYgen, novo injetável à base de ácido hialurônico não reticulado que visa melhorar firmeza, hidratação e elasticidade da pele sem alterar os traços faciais. O método reflete a busca por resultados naturais, diferenciando-se de preenchimentos de volume. Sessões similares custam de R$ 890 a R$ 1.800. Dermatologistas alertam que o produto exige cautela, aplicação por profissionais habilitados e não substitui os cuidados diários com a saúde cutânea.
Virginia Fonseca voltou a movimentar o universo da beleza ao compartilhar, na terça-feira (20), uma novidade estética apresentada pelo médico Alessandro Alarcão. O tratamento HA3 ElastYgen chamou a atenção pela proposta de melhorar a qualidade da pele, com foco na hidratação, na firmeza e na elasticidade.
Apresentado como uma novidade no mercado brasileiro, o procedimento acompanha uma tendência da dermatologia: investir em tratamentos que buscam melhorar a aparência da pele sem necessariamente alterar os contornos do rosto. Mas, afinal, como funciona essa técnica e quanto ela pode custar?
Como funciona o tratamento estético de Virginia Fonseca?
O HA3 ElastYgen utiliza uma formulação injetável de ácido hialurônico não reticulado. Segundo a proposta apresentada para o produto, o tratamento busca melhorar a qualidade cutânea e estimular a elastina, proteína que contribui para a capacidade de a pele recuperar sua forma.
A técnica se diferencia dos preenchimentos tradicionais, que têm como objetivo principal repor volume ou modificar determinadas estruturas faciais. Já os procedimentos voltados à qualidade da pele buscam melhorar características como textura, hidratação e viço.
Para a dermatologista Tatyana Braga, especialista em Dermatologia e Cosmiatria pelo Hospital Albert Einstein e membro titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), o interesse por procedimentos menos perceptíveis acompanha uma mudança no comportamento de quem procura tratamentos estéticos.
"Hoje, muitas pessoas não querem necessariamente mudar o rosto, mas melhorar a qualidade da própria pele. Existe uma busca por resultados mais naturais, com atenção à hidratação, à textura e à elasticidade. O mais importante é compreender que cada paciente apresenta necessidades diferentes e que nenhum procedimento consegue tratar todos os sinais do envelhecimento da mesma maneira", explica.
Quanto custa o tratamento estético?
O preço é outro ponto que desperta curiosidade. No mercado brasileiro, sessões de tratamentos injetáveis semelhantes, conhecidos como skinboosters, podem variar aproximadamente entre R$ 890 e R$ 1.800, dependendo da clínica, da região tratada, da quantidade de produto e do protocolo escolhido.
No entanto, o valor específico do HA3 ElastYgen utilizado por Virginia não foi confirmado publicamente. Por isso, essa faixa serve apenas como referência para procedimentos da mesma categoria, e não como preço oficial do tratamento apresentado pela influenciadora.
Quais resultados podem ser esperados?
Com o passar dos anos, a pele sofre alterações na produção e na organização de componentes estruturais, como colágeno e elastina. A exposição solar acumulada, o tabagismo e outros fatores ambientais também podem contribuir para a perda de firmeza e o aparecimento de linhas finas.
Apesar da proposta relacionada à elasticidade, a presença de ácido hialurônico não comprova, por si só, que o produto regenere fibras elásticas. Os benefícios específicos, a duração dos resultados e a capacidade de estimular a elastina precisam ser avaliados com base em estudos clínicos da formulação utilizada.
"É importante diferenciar hidratação de sustentação. Um produto pode melhorar o aspecto da pele, proporcionando mais viço e maciez, sem necessariamente corrigir uma flacidez importante. Por isso, a avaliação dermatológica é fundamental para identificar se o paciente precisa de um tratamento voltado à qualidade cutânea ou de outra abordagem", destaca Tatyana.
Quais são os riscos do procedimento?
Mesmo quando o objetivo é melhorar a aparência da pele, os tratamentos injetáveis exigem cuidados. Hematomas, inchaço e sensibilidade podem ocorrer após a aplicação. Também existem complicações menos comuns, como infecções e problemas vasculares.
Por isso, é fundamental procurar um profissional habilitado e verificar a regularização do produto junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) antes de realizar o procedimento.
"Mesmo quando o objetivo é apenas melhorar a aparência da pele, estamos falando de um procedimento invasivo. É necessário avaliar o histórico clínico, as condições da pele e os riscos envolvidos. O paciente também precisa entender que o resultado depende de diferentes fatores e que os cuidados diários continuam sendo essenciais", ressalta a dermatologista.
A novidade apresentada por Virginia reforça o interesse por tratamentos que valorizam a preservação das características individuais. Ainda assim, acompanhar uma tendência estética não substitui a avaliação profissional: protetor solar, hidratação adequada e uma rotina de cuidados compatível com cada tipo de pele continuam sendo importantes aliados para a saúde cutânea.
Mais do que seguir o procedimento escolhido por uma celebridade, o ideal é entender o que cada tecnologia oferece, quais são suas limitações e se ela é indicada para cada caso. Afinal, a busca por uma pele saudável depende de escolhas individualizadas, seguras e acompanhadas por profissionais qualificados.
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