Script = https://s1.trrsf.com/update-1770314720/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

"Tem que ter equilíbrio para usar Photoshop", diz Ingrid Guimarães

19 abr 2013 - 17h03
(atualizado às 21h04)
Compartilhar
Exibir comentários

Ingrid Guimarães está de volta aos palcos paulistanos. Depois de seis meses de temporada no Rio de Janeiro, a atriz estreia nesta sexta-feira (19), no Teatro Frei Caneca, Razões para ser Bonita, espetáculo em que é aborda a dificuldade que as pessoas têm em conviver com a ditadura da beleza, responsável por impor padrões, especialmente às mulheres. 

Convidada do Sexta-Cultural desta sexta-feira (19), transmitido ao vivo pelo Terra, Ingrid comentou o motivo de ter optado por abordar o tema e se mostrou relativamente aberta ao uso da tecnologia para exaltar aspectos positivos do sexo feminino. "O Photoshop, por exemplo, acho que temos que usar a nosso favor. Algumas vezes me vi com cara de Barbie em certas publicações, e acho esquisito isso. Mas tem horas que a pessoa está acima do peso, ou não teve um dia muito bom. Tem que ter equilíbrio, saber usar."

O novo espetáculo, adaptação de uma peça que assistiu em Londres, conta paralelamente a história de dois casais, interpretados por ela e Gustavo Machado e Aline Fanju e Marcelo Faria. O primeiro passa por uma crise após o namorado comentar com a amada que ela tem um "rosto comum", comparando-a com uma mulher bonita. O segundo, um casal de pessoas bem bonitas, sofre dificuldades para lidar com o ciúmes e o interesse dos outros apenas por sua beleza.

"É engraçado, porque as pessoas saem se identificando muito com tudo isso. Em qualquer lugar só se ouve falar em rejuvenescer, emagrecer, embelezar", comenta a atriz, que assume cuidar da aparência na medida do possível, "assim como todas as mulheres". "Todas as mulheres vêm falar comigo que ficariam chateadíssimas se seus maridos chamassem seus rostos de comuns. Os homens também vem comentar, agradecendo por chamarmos a atenção para eles tomarem cuidado com esse ponto."

Segundo Ingrid, no entanto, a peça, além de falar de beleza e estética, foca também em uma história de amor, girando em torno de um "assunto que interessa o mundo todo, porque no mundo todo as pessoas vivem essa escravidão da imagem". 

"Sou uma pessoa que gosta de falar de coisas sérias através do humor. É minha forma de criticar. Talvez a minha bandeira seja desmistificar a ideia de mulher musa, ideal, quanto mais comum mais as pessoas se identificam com você", resume.

Fonte: Terra
Compartilhar
Publicidade

Conheça nossos produtos

Seu Terra












Publicidade