Repórter da Globo revela pressão para emagrecer antes de migrar para o entretenimento: 'Tinha que ser magra'
Luiza Zveiter relembrou episódio de 2012 e contou que fez bariátrica e mudou sua relação com alimentação e exercícios para perder 70 kg
A repórter da Globo Luiza Zveiter revelou ter sido pressionada a emagrecer para conseguir uma oportunidade na área de entretenimento da emissora. Em entrevista à coluna Play, do jornal O Globo, ela contou que ouviu que precisava estar magra para deixar o jornalismo e migrar para a área que desejava. "Não gosto muito de falar dessa situação, mas me disseram que, para ir para o entretenimento, que era o meu sonho, eu tinha que ser magra", relatou.
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Segundo Luiza, o episódio aconteceu em 2012 e fez com que ela passasse a questionar o próprio peso. Dois anos depois, decidiu mudar os hábitos e adotar uma nova rotina de alimentação e exercícios.
Mas foi ali que comecei a me questionar os motivos de estar engordando. Virei a chave. Isso foi em 2012. Comecei a mudar meu estilo de vida, de verdade, em 2014. Não foi fácil. E só depois da pandemia que os treinos entraram na minha vida de forma mais frequente.
Bariátrica e mudanças no corpo
Antes da mudança de hábitos, Luiza já havia passado por uma cirurgia bariátrica. Ela decidiu emagrecer aos 18 anos, quando morava na Austrália, e posteriormente buscou informações sobre o procedimento ao retornar ao Brasil.
A jornalista, porém, contou que não conhecia todas as dificuldades que poderiam surgir após a cirurgia. Entre elas, citou problemas dentários relacionados ao ácido gástrico.
"Não é fácil. Eu não fiquei banguela, mas o ácido corrói o esmalte dos dentes, que vão ficando muito deteriorados. Muitas vezes você tem que fazer um canal ou colocar uma coroa", explicou.
Luiza também relatou ter enfrentado flacidez e precisado passar por procedimentos cirúrgicos após perder peso.
“Eu comia desesperadamente e tive que reaprender a comer. Nos primeiros anos eu não me exercitava, fiquei com muita flacidez, tive que fazer várias plásticas. A qualidade da pele de um bariátrico não é tão boa, ela envelhece mais. São muitas questões que intimamente ninguém sabe que eu passo", disse.
Mudança no tratamento masculino
A jornalista também afirmou que percebeu uma mudança no comportamento dos homens depois de emagrecer. Segundo ela, antes da cirurgia, sentia que não despertava interesse.
Durante o período em que morou fora do país, Luiza contou que observava outras pessoas recebendo atenção e não vivenciava a mesma experiência. "Aos 18 anos, na Austrália, eu via muita gente bonita, e ninguém me olhava", lembrou.
Após a cirurgia ela passou a receber investidas de homens que antes não demonstravam interesse. "Mudou da água para o vinho. Os meninos que eu achava bonitos na escola e não me olhavam, depois da cirurgia, meio que começaram a me dar cantadas", afirmou.
“E eu pensava: ‘meu filho, não me pegou na época só porque eu era gordinha e agora está querendo sair comigo? Para com isso porque eu sou a mesma pessoa’. Mas é isso, só olham o físico. Mas isso mudou muito hoje em dia, sem sombra de dúvidas”, recordou.
'Existem corpos diferentes'
Após perder mais de 70 quilos, Luiza afirma que passou a enxergar a questão de outra maneira. Embora reconheça ter encontrado uma nova forma de felicidade após emagrecer, ela defende que diferentes tipos de corpos devem ser respeitados.
"Hoje as pessoas estão começando a entender que existem corpos diferentes e que todo mundo é igual, que o corpo do outro não pode incomodar a gente, que não podemos julgar", afirmou.
"Eu era feliz gorda, mas descobri uma felicidade que não conhecia quando emagreci", completou.
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