Raquel Pacheco relembra como era fazer 50 programas por dia como Bruna Surfistinha: 'Me sentia suja'
A criadora de conteúdo adulto recordou que recebia apenas R$ 10 por cliente que atendia
Raquel Pacheco, que ficou conhecida no começo dos anos 2000 como a garota de programa Bruna Surfistinha, relembrou como era trabalhar com prostituição. Ela contou que chegava a fazer 50 programas por dia e disse que não conseguia um lucro significativo com a atividade.
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"Era um atrás do outro naquela nojeira. O cheiro era um horror. Eu me sentia suja. Chegava em casa, sentava embaixo do chuveiro e chorava. Esfregava esponja, sabonete e não saía aquele cheiro de mim", disse Raquel em entrevista ao programa Sensacional, da RedeTV!, exibido na última segunda-feira, 14.
A ex-garota de programa ainda disse que os homens pagavam apenas R$ 20 pelas relações sexuais. "Era vintão e tinha que dividir, R$ 10 para o dono e R$ 10 para mim. Fiz 50 programas, dava R$ 500. Não é nada R$ 500 para fazer sexo com 50 homens."
Raquel ganhou fama na internet ao compartilhar os relatos do dia a dia como prostituta em um blog. Após isso, ela teve a história de vida contada em livros e no filme Bruna Surfistinha, de 2011, protagonizado por Deborah Secco, a quem a criadora de conteúdo adulto elogia.
"Não consigo imaginar o filme sem a Deborah, não consigo imaginar outra atriz. Ela entrou na personagem e se entregou para a minha história de vida de uma maneira muito bonita e com muito respeito. Infelizmente, a gente vive em uma sociedade em que muitas mulheres julgam outras mulheres. O que mais me dói não são críticas de homens, são as de outras mulheres. Isso machuca."
Pacheco participou do processo de criação do roteiro para a sequência do filme, que será focado na relação dela com a maternidade. A criadora de conteúdo adulto é mãe das gêmeas Elis e Maria, de 5 anos, que ainda não sabem do passado dela com a prostituição.
"Vai chegar um momento em que vou ter que contar. Quero que elas saibam através de mim e não por outras pessoas. O que já aconteceu foi estar com elas e me abordarem: 'Você é a Bruna, posso tirar uma foto?'. A Maria é mais atenta do que a Elis e já me perguntou mais de uma vez: 'Mamãe, por que a pessoa te chamou de Bruna?'. Ela já começou a reparar que a mamãe tem algo que ela ainda não sabe", conta Raquel.
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