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Rafa Brites revela episódios de abuso de poder desde a adolescência

A apresentadora relatou experiências de violência e coerção, mostrando como o poder e o privilégio muitas vezes são usados para intimidar vítimas e esconder crimes

4 fev 2026 - 18h49
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Rafa Brites compartilhou nas redes sociais um desabafo sincero sobre episódios de assédio, abuso de poder e violência que, segundo ela, viveu desde a adolescência. Em um relato longo e detalhado, a comunicadora trouxe à tona experiências envolvendo homens influentes e destacou como o prestígio social e financeiro ainda é usado para proteger agressores e manter vítimas caladas.

Rafa Brites usa máscara facial para conter vazamento de leite: "O que tinha"
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Foto: Reprodução/Instagram / Contigo

Ela contou que, durante sua juventude, passou por diversas situações de pressão em festas, encontros sociais e boates, onde homens tentavam impor comportamentos, obrigar o consumo de álcool ou drogas e até restringir sua liberdade de ir e vir. Rafa explicou que, em alguns desses episódios, conseguiu se proteger graças à orientação que recebeu em casa e à estrutura emocional que construiu desde cedo, aprendendo a se posicionar e a dizer "não" quando necessário.

"Quando eu tinha 14 para 15 anos, eu estava no final de tarde na praia, dançando, era tipo uma festinha assim, estava com as minhas amigas, chegou um cara de uma família de Curitiba muito rica, bilionária, milionária, sei lá, e falou abre a boca e me colocou um êxtase dentro da boca e eu peguei, muito esperta que sou e sempre fui, orientada pelos meus pais, pelas minhas irmãs, a nunca aceitar nada, eu tirei da boca e joguei no chão. E ele fez um escândalo, falou sabe quanto custa isso, me chamou de vagabunda na época, e eu pisei e falei você devia ter vergonha de dar isso, da droga, para uma menina da minha idade, e eu falei se você quiser lambe do chão", contou.

Rafa ressaltou que, mesmo quando se posicionava de forma firme, muitas respostas vinham carregadas de sarcasmo ou ameaças veladas, mostrando uma cultura que normaliza a violência e enxerga a recusa feminina como provocação. Ela enfatizou que várias dessas situações poderiam ter terminado de maneira traumática, mesmo que algumas tivessem desfechos menos graves.

No relato, a apresentadora também comentou sobre o histórico de silenciamento de casos de abuso, que muitas vezes permaneciam invisíveis por falta de canais de denúncia e de atenção da sociedade. Para ela, as redes sociais e a internet têm sido ferramentas importantes para dar visibilidade a essas histórias, permitindo que vítimas encontrem apoio e compartilhem suas experiências, ainda que o ambiente digital também possa ser hostil.

Rafa destacou que a culpa nunca deve recair sobre mulheres, crianças ou adolescentes que passam por situações de abuso, lembrando que nem todos têm a mesma estrutura emocional, apoio familiar ou condições de reagir. Ela reforçou que a sociedade precisa questionar a admiração pelo poder e pelo luxo sem investigar suas origens e cobrar que a Justiça atue de forma rigorosa, especialmente quando os responsáveis são homens influentes.

Por fim, a comunicadora deixou claro que seu desabafo não é apenas sobre sua própria história, mas também um alerta para que outras pessoas sintam-se encorajadas a falar e para que a sociedade reconheça a importância de proteger vítimas, combater a violência e construir ambientes mais seguros e igualitários.

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