Qual é a causa da morte do dono da academia? Médico analisa doação de medula
Dono da academia, Brunno Juliano Pinto de Oliveira, havia doado a medula para salvar a vida do filho; veja
A morte do empresário de 43 anos, Brunno Juliano Pinto de Oliveira, dono de uma rede de academias, após salvar o filho, gerou comoção e levantou dúvidas sobre a relação do episódio com a doação de medula óssea. O caso foi divulgado nesta segunda-feira (30) e causou preocupação em quem acompanha processos de transplante.
A doação pode ter causado a morte?
Segundo o médico emergencista Dr. Yuri Castro Santos, formado pela Unifenas (Alfenas) e com residência na Santa Casa de Barretos, não é possível afirmar que a doação tem relação direta com a morte. Porém, o risco associado à doação é mínimo. "Existem duas maneiras de fazer a doação: uma delas é por punção óssea, realizada sob anestesia, geralmente na região do quadril; a outra é pela aférese de sangue periférico. Em ambos os casos, os riscos são muito baixos. Raramente esses procedimentos geram complicações que levam à morte, provavelmente foi por outra causa, não pela doação em si", explica.
Com experiência no atendimento de alta complexidade de traumas a paradas cardíacas, o especialista reforça que a doação de medula é considerada segura em todo o mundo. "É um procedimento consolidado, realizado diariamente em hospitais. O objetivo é salvar vidas de pacientes com leucemias e outras doenças graves. O risco é infinitamente menor do que o benefício", afirma o médico, que atualmente atua em Minas Gerais e São Paulo.
Além de conduzir emergências hospitalares, Dr. Yuri também lida com situações do cotidiano, como engasgos, quedas e acidentes em viagens. Por isso, ressalta a importância de tranquilizar a população em relação ao tema. "O ato de doar é seguro e fundamental. Não deve ser visto com medo, mas como uma chance real de transformar e salvar vidas", completa.