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Presentes e 'loucuras telepáticas': como é a perseguição de stalker a Débora Falabella há 10 anos

Mulher já teve prisão preventiva decretada pela Justiça, mas foi liberada após exame de sanidade mental, segundo site

15 jun 2024 - 11h21
(atualizado às 13h42)
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Débora Falabella revelou que sofre com stalker
Débora Falabella revelou que sofre com stalker
Foto: Globo/ João Miguel Jr.

Há dez anos, a atriz Débora Falabella é perseguida de maneira inconveniente por uma fã. Tudo começou em 2013, no Rio de Janeiro, quando a perseguidora entrou no mesmo elevador que a artista e pediu uma foto. De lá pra cá, a situação assumiu níveis doentios e precisou de intervenção judicial.  Após o rápido encontro, a mulher, de 40 anos, enviou a Débora diversos presentes, como toalha branca, e uma carta de caráter íntimo e invasivo, segundo revelação do G1.

Em 2015, Débora estava estrelando uma peça no Sesc Copacabana, e a perseguidora tentou invadir o camarim da atriz, mas foi detida pelos seguranças. Depois da tentativa de invasão, a artista registrou o caso em uma delegacia como ameaça, mas ela não quis continuar com a investigação.

Três anos depois, em 2018, houve outro episódio de perseguição. A mulher apareceu na primeira fileira de uma peça que Débora estava apresentando em São Paulo. Assim que o espetáculo iniciou e a atriz entrou em cena, a mulher se levantou e saiu do teatro.

Em 2022, a denunciada criou um grupo no Instagram com Débora e a irmã da atriz e passou a enviar diversas mensagens. A mulher disse que faz “loucuras telepática” com Débora.

Porém, segundo a defesa de Débora, a pior investida da perseguidora ocorreu em julho de 2022, quando a investigada apareceu de malas na portaria do prédio da atriz em São Paulo. Neste mesmo dia, a mulher retornou ao endereço e encontrou uma funcionária da atriz. Na ocasião, ela disse que tem “encontros telepáticos” com a atriz, além de gritar seu nome.

Débora considerou o episódio a gota d’água e fez uma representação criminal contra a suspeita pelo crime de perseguição, que tem pena prescrita de 6 meses a 2 anos.

Ainda em 2022, a mulher descobriu o endereço de uma pousada na Bahia em que Débora passava férias e novamente tentou contato com a atriz por intermédio da proprietária do estabelecimento.

Quando voltou a São Paulo, a perseguidora enviou para Débora um exemplar do romance “Romeu e Julieta”, acompanhada de uma mensagem: “Para o meu Romeu, com muito amor”. 

A Justiça de São Paulo concedeu medida protetiva em favor de Débora Falabella, a suspeita então ficou impedida de manter contato com atriz por qualquer meio de comunicação. Além disso, a mulher deveria manter uma distância mínima de 500 metros sob pena de prisão.

Em junho de 2023, o Ministério Público ofereceu denúncia, que foi recebida pela Justiça, o que tornou a suspeita ré pela prática de perseguição contra a atriz. Além disso, o juiz pediu um exame de insanidade mental para verificar se a mulher tinha ou não plena ciência dos atos praticados por ela e, consequentemente, se ela poderia cumprir algum tipo de pena em caso de condenação.

Porém, em setembro do ano passado, a perseguidora descumpriu as regras de  medidas protetivas e entrou em contato com Débora pelo Instagram e WhatsApp. Na mensagem, ela pede desculpas pelos inconvenientes ao longo dos anos, e disse: "Minha vida não tem mais sentido quando penso que nunca mais vou poder assistir a uma peça sua". "Tenho vontade de lhe conhecer, vamos marcar um chá para colocar esse processo nos acordos. Sou apaixonada por você e não lhe esqueço." 

Após estas mensagens, a defesa de Débora pediu a prisão preventiva da mulher, o que foi acatado pelo Ministério Público e pela Justiça. Após a expedição do mandado de prisão, surgiu a informação de que a mulher estaria internada em uma clínica psiquiátrica. A defesa da acusada disse que interromper o tratamento a levaria a um novo surto psicótico, mas os advogados de Débora não concordaram com a justificativa e reiteraram o pedido de prisão. O Ministério Público, então, pediu novamente uma avaliação psiquiátrica da suspeita, já que ela não compareceu a exames agendados em duas datas, além de concordar com a prisão preventiva.

Em fevereiro de 2024, a stalker de Débora Falabella foi presa preventivamente em Recife. A suspeita solicitou a revogação da prisão e alegou transtornos mentais (esquizofrenia e bipolaridade), mas a Justiça negou o pedido e reiterou a necessidade de realização de um exame psiquiátrico. Então, no fim de março a mulher foi submetida a uma perícia psiquiátrica, sendo diagnosticada com esquizofrenia.

Após a divulgação do laudo pericial que a considerou inimputável (incapaz de compreender a ilicitude de seus atos), a prisão preventiva da mulher foi revogada, mas ela ainda deve cumprir todas as medidas cautelares de afastamento da atriz, sob pena de internação provisória.

Fonte: Redação Terra
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