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'Precisei de remédios', diz Juliana Paes sobre cancelamento por conta da política

O auge da crise aconteceu quando Juliana, gravou e postou um vídeo no qual defendia a não-polarização política

10 mar 2024 - 18h26
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Resumo
Juliana Paes contou sua experiência de sofrer cancelamento em 2021 por não se posicionar politicamente, dizendo que foi alvo de ódio e teve que recorrer a remédios e terapia para superar.
Foto: Reprodução/Instagram

Juliana Paes falou sobre o cancelamento que sofreu em 2021 por não ter se posicionado politicamente. A artista revelou que precisou recorrer para remédios e terapia para superar. 

A polêmica que virou assunto em todo o país em 2021 começou durante a pandemia de Covid-19. O auge da crise aconteceu quando Juliana, gravou e postou um vídeo no qual defendia a não-polarização e o direito de "não se sentir representada".

A atriz que recentemente participou de "Renascer" no papel de Jacutinga, teria dado uma resposta a Samantha Schmütz, na ocasião, já que ela havia lhe enviado uma mensagem pedindo para que ela saísse do muro e se posicionasse politicamente.

"É claro que não me expressei no vídeo como gostaria, estava no calor da emoção (...) Minha intenção era estimular uma cultura de paz. Não estava aguentando ver as pessoas se digladiando, amigo brigando com amigo. Sou, por natureza, uma pessoa diplomática. Meu erro foi tentar falar sobre debate e união naquele momento", afirmou ela para o jornal O Globo. 

Juliana contou que nunca havia feito nenhum tipo de aceno partidário para ninguém. Na ocasião, a famosa ficou rotulada como 'isentona'.

"Durante a minha vida pública, não levantei bandeiras nem para cá nem para lá. Não votei no Bolsonaro. Não me sinto capaz de compreender a complexidade desses ambientes políticos partidários e tenho pouca fé. Política, para mim, é realizada na prática, na vida real. Contribuo silenciosamente para inúmeros projetos sociais. Faço melhor esse papel atuando em outras frentes", disse. 

''Virei o alvo perfeito. Por um bom tempo, tive medo de abrir meu celular. Acabei terceirizando minhas redes sociais para ficar afastada dos comentários. Fiquei impressionada com os lugares que as pessoas me colocaram... Me adicionaram rótulos que nunca me descreveram, fui chamada de 'Bolsominion'", revelou. 

As consequências foram sérias para a atriz, que acabou ficando deprimida com todas as mensagens de ódio. Ela contou que teve que ir para remédios e muita terapia para superar tudo.

"Demorei a entender que estava deprimida, nunca tinha sentido nada parecido. Mas passei a ter pensamentos que não eram de vida, como "para que a gente vive?", "por que a gente está aqui?", "por que você me jogou aqui? Não queria ter vindo"". Ela então procurou ajuda psiquiátrica. "Tomei antidepressivo por um tempo e parei. Iniciei a terapia, que havia evitado a vida toda, e mergulhei nos meus treinos físicos", desabafou. 

"Nas sessões com a terapeuta, ouviu que vinha sofrendo uma "'curra pública". "Isso é um trauma. E, uma vez que se passa por ele, não se sai a mesma pessoa. A gente fica mais forte. A unanimidade não existe. Nem todo mundo vai me achar fofa, e tudo bem", concluiu. 

Fonte: Redação Terra
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