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Ney Matogrosso revela que levou Cazuza para tomar ayahuasca e ele disse: 'É só isso?''

Músico relembrou histórias com ácido e 'daime' e disse ter experiências espirituais com substâncias psicodélicas

17 mai 2024 - 12h10
(atualizado às 12h16)
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O músico Ney Matogrosso, 82, falou sobre o uso de substâncias para a revista Breeza, em entrevista divulgada na última quinta-feira, 16. Na conversa, ele relembrou sua relação com drogas psicodélicas e revelou, ainda, que levou Cazuza para tomar santo-daime (ayahuasca).

Ney Matogrosso
Ney Matogrosso
Foto: Taba Benedicto/Estadão / Estadão

"O Cazuza tava muito doente já, foi na época em que nós começamos a ensaiar o último show dele", contou. "Ele dizia: 'Ney, você está com um aspecto tão bom, o que você anda fazendo?' Eu disse 'Olha, Cazuza, eu tô tomando daime'".

Segundo o músico, nesse momento, Cazuza pediu para experimentar. "Então nós fomos lá. Levaram ele pra fazer uma estrela [alta dosagem em um lugar fechado] no meio da floresta", contou. "Eles davam muito pra ele porque ele tava tomando muita droga, e o daime não ultrapassava aquela coisa das drogas que ele tomava".

"Aí teve um momento em que eu vi um raio de sol batendo no rosto dele, aí ele abriu os olhos e disse assim 'é só isso?". Aí eu entendi que ele tinha captado, e eu disse 'Sim, é só isso, Cazuza, é só aceitar, entende e aceita o que você tá entendendo porque é verdade'", prosseguiu. "Aí, quando acabou, ele disse 'quero chegar em casa rapidamente porque eu quero conversar muito com meu pai e minha mãe'". Contudo, Ney diz que não sabe se Cazuza chegou a realizar esse desejo.

Na entrevista, o ex-Secos & Molhados também revelou que tem uma relação espiritual com drogas psicodélicas. "Nas vinte viagens que eu fiz com ácido, a minha meta era só essa", contou.

"Eu já conversei com um médico amigo meu [e disse]: 'Olha, se eu estiver morrendo, bota o ácido da melhor qualidade na minha boca e me deixe morrer. Não tente me manter vivo artificialmente e me dê um bom ácido e pronto, deixa eu ir'. Eu convivo com muita tranquilidade com essa ideia", declarou.

Estadão
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