Morte de filha de lenda do boxe e brasileira é investigada como homicídio, diz irmã
Arturo Gatti Jr. foi encontrado morto aos 17 anos no apartamento onde morava com a mãe no México
A morte de Arturo Gatti Jr., filho do lutador canadense e lenda do boxe Arturo Gatti e da brasileira Amanda Rodrigues, está sendo investigada como homicídio, segundo declarou a irmã do adolescente, Sofia Gatti. O jovem de 17 anos foi encontrado morto no começo do mês no apartamento onde morava com a mãe no México.
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O corpo de Arturo Gatti Jr. foi encontrado por um vizinho e, até então, o caso era tratado como suicídio. Porém, Sofia declarou que recebeu "documentos de autoridades que indicavam que o caso está sendo investigado como homicídio."
Também filha do boxeador Arturo Gatti, ela disse que o corpo do irmão segue preservado para passar por mais análises e exames forenses que fazem parte da investigação.
Sofia abriu uma vaquinha online arrecadar dinheiro para arcar com custos da investigação, que incluem honorários de advogados, documentação, viagens ao México, onde o irmão morreu, e a abertura de uma investigação particular nos Estados Unidos com experiência em crimes internacionais.
Até a noite desta sexta-feira, 24, a campanha de arrecadação já havia recebido US$ 27,3 mil, o equivalente a mais de R$ 147 mil.
A morte de Arturo Gatti Jr. aconteceu 16 anos após a morte do pai dele, que foi encontrado sem vida em um flat em Porto de Galinhas (PE) em 2009. Sofia Gatti também disse não acreditar que a morte do pai tenha sido um suicídio.
"Eu era muito nova para lutar quando meu pai foi morto no Brasil em 2009. Sou uma adulta agora e esperava ter meu irmão como meu parceiro na vida quando ele se tornasse adulto. Nós estávamos a um ano de começar nossa jornada juntos como irmão e irmã e ter nossas vidas conectadas para sempre para além do nosso sangue. Minha mãe tentou lutar contra o último testamento feito apenas semanas antes do meu pai ser morto e deixar tudo para Amanda Rodrigues, mãe de Arturo Gatti Jr.", escreveu ela na campanha da vaquinha.
Após a morte de Arturo Gatti, Amanda Rodrigues, a mãe de Arturo Gatti Jr., chegou a ficar presa por 18 dias suspeita de ter matado o boxeador. Ela foi liberada após autoridades brasileiras constatarem que a causa da morte foi suicídio por enforcamento.
A família de Arturo Gatti nunca acreditou nessa versão e contratou detetives particulares, que declararam que a morte poderia se tratar de um assassinato por conta de um ferimento na cabeça do lutador. A pedido de parentes do boxeador, o governo canadense exumou o corpo e realizou uma segunda autópsia, que concluiu não ser possível afirmar que ocorreu um homicídio. O governo brasileiro teve acesso ao resultado das investigações particulares e declarou novamente que se tratava de um suicídio.
Atenção! Em caso de pensamentos suicidas, procure ajuda especializada como o CVV (Centro de Valorização da Vida), que funciona 24 horas por dia (inclusive aos feriados) pelo telefone 188, por e-mail, chat ou pessoalmente. Confira um posto de atendimento mais próximo de você (clique aqui).