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Médico avalia queda capilar da mãe de Virginia durante tratamento: '3 meses...'

Margareth Serrão, mãe de Virginia Fonseca, precisou adiar planos para iniciar tratamento o quanto antes; saiba mais

23 out 2026 - 11h07
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Resumo
Margareth Serrão adiou um lifting facial devido à intensa queda de cabelo após realizar cirurgias plásticas corporais. Segundo o médico Vlassios Marangos, a perda dos fios não decorre apenas da anestesia, mas do eflúvio telógeno provocado pelo estresse metabólico das operações, agravado pela idade e fatores hormonais pós-60 anos. O especialista destaca que a condição costuma ser temporária e reversível, recomendando diagnóstico clínico criterioso e cuidados prévios antes de novas intervenções.

Aos 60 anos, Margareth Serrão precisou reorganizar seus planos em relação aos procedimentos estéticos. A integrante do reality Poderosas do Cerrado, exibido no Globoplay, revelou no terceiro episódio da atração que pretende realizar um lifting facial completo no futuro. No entanto, a intervenção cirúrgica no rosto teve de ser suspensa temporariamente devido a uma intensa perda de fios provocada por operações realizadas meses antes.

Reprodução/Instagram
Reprodução/Instagram
Foto: Mais Novela

Diante disso, a mãe de Virginia Fonseca explicou ter se submetido a um pacote de plásticas corporais, incluindo abdominoplastia, lipoaspiração, lipoenxertia na região glútea e implante de silicone nas mamas, cerca de cinco meses antes da consulta médica. A queda acentuada dos cabelos veio logo na sequência. "Eu fiz uma plástica no corpo, no abdômen e coloquei silicone, e ia fazer no rosto também, o lifting total, só que eu tive uma queda de cabelo que veio por causa da anestesia. Então, meus médicos acharam melhor eu fazer primeiro o tratamento do cabelo e recuperar a queda pra gente fazer essa cirurgia no rosto", explicou Margareth Serrão ao detalhar sua decisão no reality show.

O impacto das cirurgias na queda capilar

No entanto, o surgimento do problema após procedimentos cirúrgicos de grande porte possui explicação científica e não está necessariamente ligado à anestesia em si. O médico Vlassios Marangos, especialista em queda capilar e restauração folicular, esclarece que intervenções estéticas exigem um esforço metabólico considerável da paciente.

"A queda de cabelo após uma cirurgia plástica é uma situação que pode acontecer e merece atenção, principalmente quando a paciente já apresenta algum grau de afinamento dos fios. Existe uma condição chamada eflúvio telógeno, caracterizada pelo aumento da queda capilar após situações de estresse físico ou metabólico. Uma cirurgia de grande porte representa um esforço importante para o organismo, que precisa direcionar energia e nutrientes para a recuperação dos tecidos. Dependendo da intensidade desse processo, uma quantidade maior de folículos pode entrar antecipadamente na fase de repouso, fazendo com que os fios caiam semanas ou meses depois. Geralmente, esse aumento da queda começa a ser percebido entre dois e três meses após o procedimento, embora exista variação entre os pacientes", destacou.

Além disso, o especialista desmistifica a crença popular de que os sedativos e anestésicos sejam os únicos vilões da perda de volume. "É importante esclarecer que não podemos atribuir automaticamente essa queda à anestesia. Muitas pessoas fazem essa associação porque percebem o problema depois de uma operação, mas existem outros fatores envolvidos, como o próprio trauma cirúrgico, processos inflamatórios, alterações nutricionais, perda de sangue, mudanças na alimentação, emagrecimento rápido e até determinados medicamentos utilizados durante a recuperação. Quando a paciente passa por várias cirurgias em um mesmo período, é necessário avaliar todo esse contexto. Isso não significa que a queda será inevitável ou que uma cirurgia plástica provoque calvície permanente, mas que o organismo pode reagir ao estresse cirúrgico com uma alteração temporária do ciclo capilar", pontuou.

Envelhecimento, hormônios e a saúde feminina após os 60 anos

Dessa forma, ao analisar o cenário de mulheres que ultrapassaram a casa dos 60 anos, o médico ressalta que o fator etário e o declínio hormonal desempenham papeis decisivos no afinamento capilar.

"No caso das mulheres acima dos 60 anos, precisamos considerar também o envelhecimento dos folículos e as mudanças hormonais relacionadas à menopausa. Com a redução dos níveis de estrogênio, muitas mulheres percebem que o cabelo perde volume, fica mais fino e apresenta menor densidade, principalmente na região superior da cabeça. Algumas já possuem predisposição genética à alopecia de padrão feminino, que pode se tornar mais evidente nessa fase da vida. Além disso, alterações da tireoide, deficiência de ferro, ingestão insuficiente de proteínas, doenças crônicas e o uso de determinados medicamentos também podem contribuir para a perda dos fios. Por isso, não é correto considerar toda queda de cabelo depois dos 60 anos como uma consequência natural e inevitável da idade", observou.

Sendo assim, identificar a diferença entre um quadro passageiro e uma condição crônica torna-se fundamental para definir a estratégia terapêutica. "Outro ponto importante é diferenciar a queda temporária do afinamento progressivo. No eflúvio telógeno, a paciente costuma perceber muitos fios no banho, na escova ou no travesseiro, geralmente de maneira difusa. Já na alopecia de padrão feminino, o problema pode aparecer como uma redução gradual da densidade, com maior visibilidade do couro cabeludo e alargamento da risca central. Essas condições também podem acontecer simultaneamente. Uma mulher que já apresenta afinamento capilar pode passar por uma cirurgia, desenvolver eflúvio telógeno e perceber uma perda de volume muito mais acentuada. Nesses casos, o procedimento não necessariamente criou o problema de base, mas pode ter tornado a condição mais evidente", acrescentou.

Diagnóstico preciso e caminhos para a recuperação

Contudo, o sucesso da restauração capilar depende de uma investigação clínica criteriosa, sem soluções caseiras ou milagrosas.

"O tratamento começa pela identificação da causa. É necessário avaliar o histórico clínico, a época em que a queda começou, os procedimentos realizados, a alimentação, os medicamentos em uso e as condições do couro cabeludo. Dependendo da avaliação, podem ser solicitados exames para investigar anemia, reservas de ferro, alterações da tireoide e possíveis deficiências nutricionais. Também é importante verificar se existe alguma doença inflamatória do couro cabeludo ou uma alopecia que precise de tratamento específico. Não existe uma única fórmula capaz de resolver todos os tipos de queda, e o uso indiscrete de vitaminas, suplementos ou produtos capilares pode atrasar o diagnóstico", afirmou.

Da mesma forma, o especialista ressalta que o nascimento e o crescimento dos fios exigem paciência e acompanhamento contínuo. "Quando identificamos um eflúvio telógeno desencadeado pela cirurgia, a recuperação costuma acontecer gradualmente após a resolução do fator desencadeante. Entretanto, o cabelo não recupera seu comprimento e volume de uma hora para outra. Mesmo quando a queda diminui, os novos fios precisam de meses para crescer. Se houver alopecia de padrão feminino associada, podemos considerar tratamentos como o minoxidil, tópico ou oral em situações selecionadas, sempre com avaliação médica. Existem ainda outros medicamentos e procedimentos que podem ser indicados conforme o diagnóstico, mas a escolha depende da idade, das condições clínicas e dos riscos individuais. O transplante capilar, por sua vez, não costuma ser a primeira opção para uma queda difusa e temporária, sendo reservado a situações específicas em que existe indicação e uma área doadora adequada", avaliou.

Cuidados prévios antes de novas intervenções estéticas

Por fim, o médico orienta que pacientes interessadas em novas cirurgias estéticas passem por uma avaliação preventiva para proteger o couro cabeludo.

"Para mulheres que pretendem realizar novas cirurgias plásticas, a recomendação é avaliar previamente a saúde capilar, especialmente quando já existe uma queda importante. Corrigir deficiências nutricionais, manter uma alimentação adequada, evitar emagrecimento excessivamente rápido e investigar alterações hormonais pode ajudar a preservar a saúde dos fios. Também é fundamental conversar com o cirurgião e com o médico responsável pelo tratamento capilar para definir o melhor momento de realizar outro procedimento. A decisão de adiar uma cirurgia deve ser individualizada, considerando a recuperação geral da paciente e não apenas a aparência do cabelo", explicou.

"O principal recado é que a queda capilar depois de uma cirurgia ou após os 60 anos não deve ser ignorada, mas também não precisa ser encarada como uma perda definitiva. Muitas causas são tratáveis e, quanto mais cedo conseguimos identificar o que está acontecendo, maiores são as possibilidades de controlar o problema e preservar os fios. O cuidado precisa olhar para a saúde da paciente como um todo, porque o cabelo frequentemente reflete mudanças que estão acontecendo no organismo", concluiu.

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