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Relatório revela verdade sobre acidente de Rick Sollo um mês após a tragédia

Relatório traz revelações inesperadas sobre o voo que causou a morte de Rick, Bruno Avelar, Paulo Soares, Antonio Roberto e Leopoldo de Barros

23 out 2026 - 10h36
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Resumo
O relatório preliminar do Cenipa sobre a queda da aeronave que vitimou o cantor Rick e outras quatro pessoas aponta condições climáticas severas, como tempestades e visibilidade nula em Santa Catarina, apesar de a tripulação ter checado dados conflitantes em aplicativos. A investigação também revelou que a caixa-preta falhou e não gravou os diálogos do voo. A proprietária da aeronave afirmou que as manutenções estavam em dia e ressaltou que o laudo ainda não define as causas da tragédia.

A investigação sobre a queda da aeronave que resultou na morte do sertanejo Rick, da dupla com Renner, e de outros quatro ocupantes em setembro, ganhou novos desdobramentos operacionais. Conforme apurou o g1, o relatório preliminar emitido pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) atesta que as condições meteorológicas registradas na serra catarinense estavam extremamente desfavoráveis, indicando a ocorrência de tempo severo no momento da tragédia.

Reprodução/Instagram
Reprodução/Instagram
Foto: Mais Novela

Diante disso, a apuração do órgão militar detalha que o cenário atmosférico em Urubici no dia 21 de setembro contava com intensa cobertura de nuvens, rajadas de vento e previsão de tempestades acompanhadas por descargas elétricas.

Divergência de informações climáticas

No entanto, a checagem realizada pela tripulação momentos antes de iniciar o trajeto até São Joaquim apresentou dados conflitantes. Por volta das 13h40, a consulta às condições de tempo em aplicativos móveis indicava um cenário seguro para a navegação aérea.

Contudo, alertas oficiais já indicavam instabilidade severa na região. O boletim do aeródromo local havia emitido avisos de trovoadas e formações de rajadas para os aeroportos de Florianópolis e Jaguaruna entre 11h30 e 15h30, intervalo exato em que a aeronave cumpria o deslocamento.

Além disso, os levantamentos técnicos confirmaram a presença de múltiplas camadas de nuvens e núcleos de convecção espalhados pelo Sul do país. Houve o registro de "obscurecimento de montanha" na região da Serra Geral, enquanto registros visuais do Destacamento de Controle do Espaço Aéreo no Morro da Igreja, situado a oito quilômetros do ponto do impacto, comprovaram visibilidade nula.

Falha no registro da caixa-preta 

Sendo assim, outro ponto relevante apontado pelas investigações do Cenipa diz respeito ao equipamento de gravação de voz da cabine (CVR). A extração dos dados revelou que a caixa-preta não capturou qualquer diálogo referente ao voo do acidente, contendo apenas arquivos de áudio antigos sobre um procedimento de manutenção realizado em data incerta.

Dessa forma, a checagem prévia do gravador, que deveria ocorrer antes da primeira decolagem do dia de acordo com o manual do fabricante, não figurava na lista de verificações operacionais mantida a bordo da aeronave.

Por outro lado, a JTA Empreendimentos, proprietária do helicóptero, manifestou-se por meio de nota enviada à CNN Brasil, reforçando que o documento preliminar não estabelece as causas definitivas do acidente. A empresa declarou que todas as revisões periódicas e o Certificado de Verificação de Aeronavegabilidade estavam regulares, ressaltando que "A JTA segue colaborando integralmente com as autoridades e reforça que as informações devem ser tratadas com rigor, responsabilidade e respeito às vítimas e aos seus familiares".

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