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MC Poze do Rodo é investigado após denúncia de adolescente de 16 anos

Defesa da jovem fala em estupro, ameaça e constrangimento ilegal; caso foi registrado na quarta-feira (28) e está na Delegacia da Criança e Adolescente Vítima

29 out 2026 - 08h54
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Resumo
A Polícia Civil investiga o funkeiro MC Poze do Rodo após uma adolescente de 16 anos denunciá-lo por estupro, ameaça e constrangimento ilegal no Rio de Janeiro. Segundo a jovem, o cantor manteve relações sexuais forçadas e sem preservativo enquanto ela estava sob efeito de entorpecentes oferecidos por ele. A vítima ainda alega ter sido coagida a ingerir medicamentos sob ameaça de morte. A defesa solicitou medidas protetivas, e a polícia apura o caso, ainda baseado em alegações da denunciante.

O funkeiro MC Poze do Rodo, de 27 anos, é investigado pela Delegacia da Criança e Adolescente Vítima, a Dcav, depois da denúncia de uma adolescente de 16 anos, que afirma ter sido estuprada por ele. O caso foi registrado na quarta-feira (28). A defesa da jovem diz que o episódio ocorreu em setembro, na casa do cantor, na zona sudoeste do Rio de Janeiro. As informações são do g1. O que consta do registro são alegações da denunciante, e nada foi comprovado até agora.

MC Poze (Reprodução/Instagram)
MC Poze (Reprodução/Instagram)
Foto: Mais Novela

Segundo o relato, a adolescente afirma que estava sob efeito de drogas, como um tipo de lança-perfume, oferecidas por Marlon Brendon Coelho, nome de batismo do cantor, e que não estava totalmente consciente quando esteve no quarto com ele. Ela diz ter avisado que se recusava a ter relações sem preservativo e que, mesmo assim, ele não aceitou e continuou. A advogada dela, Daiana Andrade, afirma que a jovem foi vítima de estupro, ameaça e constrangimento ilegal. "Ela verbalizou expressamente que queria usar preservativo, ele disse que não usa, e continuou. Ela estava sob efeito de entorpecentes."

A segunda ida à casa e a alegação de coação

De acordo com o registro obtido pelo g1, dois dias depois a adolescente teria sido coagida a voltar à casa do cantor e obrigada a tomar vários remédios, enquanto ele ficava com o celular dela. Ela afirma que ele disse que, se ela se recusasse, pediria a um dos amigos que a fizesse "desaparecer". A defesa rebate os que dizem que ela mente. "Ela tomou o medicamento, coagida pela situação. E depois, as pessoas que rodeiam ele, falam que ela é mentirosa, mas nós temos como provar porque temos um vídeo com a voz dele falando para ir para a casa dele, ela dizendo para ele que precisava fazer exames."

A jovem foi levada para exames no Instituto Médico Legal, e a defesa pediu medidas protetivas contra o cantor. Em nota, a Polícia Civil informou que os supostos autores serão intimados a prestar esclarecimentos na delegacia e que a apuração está em andamento.

Outros processos

Poze já teve outros problemas com a polícia e a Justiça. Responde em liberdade a um processo por tortura e cárcere privado, foi preso em 2019 por apologia ao crime e foi alvo, em 2024, de uma operação contra sorteios ilegais. Em 2025, foi preso por associação ao tráfico e, em abril deste ano, pela Polícia Federal, por suspeita de lavagem de dinheiro do Comando Vermelho.

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