MC Livinho relata experiência de quase morte após acidente de moto: 'Me vi no necrotério'
Cantor sofreu acidente de moto em julho de 2025 e teve o pulmão perfurado
O cantor MC Livinho, de 30 anos, passou por uma experiência transformadora quando ele se viu no limite entre a vida e a morte após sofrer um acidente de moto em julho de 2025. Segundo o funkeiro, assim como relatado por outras pessoas que viveram experiências parecidas, ele viu toda sua vida passar diante dos olhos.
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Em entrevista ao PodDelas, o artista relembrou o dia do acidente. "Um dia antes, eu tinha acabado de gravar meu DVD de Soul Funk [...] Fui para casa. Aí ia sair de manhãzinha cedo para ir fazer minha terapia", começa.
Segundo ele, o acidente ocorreu poucas horas depois, enquanto seguia de moto pela avenida Braz Leme. "Eu dormi três horas só, porque acabou tipo três horas da manhã e acordei era seis, sete horas da manhã. Me troquei, peguei a moto, mandei marcha. Na hora que eu tô ali na Braz Leme, o cara jogou o carro do nada. O acidente foi assim: eu tava na minha faixa, na faixa azul, né, de moto, e eu tô vindo. Daqui a pouco, meu instinto aranha percebeu que o carro jogou. Aí eu, opa, reduzi. Falei: 'vou deixar entrar, porque o cara nem deu seta, já entrou, deve ser um maluco'", conta.
Mesmo reduzindo a velocidade, o impacto aconteceu segundos depois. Após a queda, ele tentou seguir a rotina, mas logo perdeu as forças. "Olhei para minha mão, estava sangrando muito. Um machucado feio, bem feio. Aí eu falei: 'rola um pano aqui e já era, vou para a terapia'. Só que, quando eu olhei para a moto, a caixa do motor tinha estourado, tava vazando óleo. Falei: 'nem vai dar'. Na hora que pensei isso, já deu uma dor nas costas. Fui para a calçada, tirei o capacete, coloquei no chão e deitei. E não levantei mais".
O quadro piorou rapidamente. Após atendimento inicial, ele se assustou ao perceber que estava cuspindo sangue, sintoma de uma perfuração pulmonar. Livinho afirma que, durante o momento crítico, viu toda a vida. Ao sobreviver, levou a reflexão consigo. "No quesito de aproveitar as oportunidades, sabe? E não reclamar tanto. Porque é tão louco o negócio... quando você tá ali, passou a minha vida toda no meu olhar, na minha mente. Passou tudo. Eu me vi em cima de uma sala de necrotério, as pessoas me cortando. Depois eu me vi nascendo. Eu vi tudo da minha vida".
"Eu vi também o meu DVD que eu tinha feito, eu vi as pessoas depois, sensibilizadas, tudo fazendo sentido. O acontecimento, o DVD, a gravação. E a minha história ali findava. Eu posso, em outra realidade, ter ido nessa, mas nessa eu fiquei. Graças a Deus, Deus tem um propósito muito maior. Mas eu fiquei muito preocupado com isso na hora. Comecei a ver coisas que eu nunca vi na minha vida. Então comecei a me sentir muito mal".
Já no hospital, ele ouviu dos médicos a gravidade do quadro. "Aí o doutor vinha, falava comigo, e depois ele falou: 'Eu já peguei vários pacientes nesse mesmo estado clínico que você está, que sofreram a mesma perfuração e hematoma, porque eu sofri uma perfuração no pulmão e um hematoma, que tinham sua estatura física e faleceram. Você tem um anjo da guarda muito forte, você tem sorte'", falou.
"Isso tudo me fez valorizar muito mais a vida, entender que nem tudo está sobre o nosso controle. O poder da outra pessoa não está no seu controle. Então você escolhe como vai lidar com as situações. Não é a pessoa, é como você vai reagir ao que ela faz".