Marco Furlan tem prisão preventiva decretada e investigação ganha novos desdobramentos
Caso Marco Furlan: Justiça mantém ator preso e perfil em aplicativo chama atenção
A situação envolvendo o ator Marco Furlan ganhou um novo capítulo após a Justiça decidir mantê-lo preso enquanto prosseguem as investigações sobre a acusação de estupro de vulnerável. Durante a audiência de custódia, a prisão em flagrante foi convertida em preventiva. O episódio ocorreu no último domingo (2), em uma festa de aniversário realizada em uma chácara no bairro Goiabal, em Pindamonhangaba, interior de São Paulo, onde o artista foi detido após convidados relatarem que o encontraram sem roupas em um quarto onde dormia um menino de 5 anos, diagnosticado com Transtorno do Espectro Autista (TEA).
De acordo com o boletim de ocorrência, a mãe da criança foi alertada por gritos vindos do quarto. Uma amiga da família, que também ouviu o menino dizer "Para… está doendo", entrou no cômodo junto com ela. Após ser abordado, Marco Furlan teria afirmado inicialmente que confundiu a criança com sua namorada. Mais tarde, negou qualquer abuso e, já na delegacia, acompanhado de seus advogados, declarou não se recordar do que aconteceu. O inquérito segue em sigilo por envolver um menor de idade e continua sendo conduzido pela Polícia Civil.
Perfil em aplicativo levanta questionamentos
Enquanto a investigação avança, novas informações sobre a vida pessoal do ator passaram a repercutir. Após a justificativa apresentada à polícia, veio à tona um perfil atribuído a Marco Furlan em um aplicativo de relacionamentos. Na conta, ele se apresenta como solteiro, afirma procurar um relacionamento monogâmico e escreve: "Se for do bem, bora conversar". A existência desse perfil gerou questionamentos porque contrasta com a versão apresentada pelo artista aos investigadores. Segundo o colunista Ullisses Campbell, do jornal O Globo, testemunhas afirmaram que o ator estava desacompanhado durante a comemoração em que o caso aconteceu.
Outro desdobramento envolve a presença digital do artista. Pessoas próximas relataram que familiares iniciaram a desativação de seus perfis nas redes sociais logo após a prisão. Um advogado teria obtido acesso às contas no Instagram, Facebook e X (antigo Twitter), que foram retiradas do ar. O único perfil que permaneceu ativo foi o do aplicativo de relacionamento. Conforme relatos de pessoas ouvidas pelo jornalista, Marco Furlan informou que não se lembrava da senha de acesso dessa conta. Até o momento, o caso segue sob investigação e não há conclusão definitiva da Justiça sobre as acusações.
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