LUTO! Famoso morre aos 93 anos após luta contra infecção generalizada
Um dos maiores campeões de samba-enredo da azul e branco estava internado no Rio de Janeiro devido a uma infecção pulmonar; veja
O universo do samba e da cultura brasileira está em luto. O compositor e sambista Osvaldo Alves Pereira, eternizado na história do Carnaval como Noca da Portela, faleceu no último sábado, 16 de maio, aos 93 anos. O artista estava sob cuidados médicos desde o dia 30 de abril, internado no hospital Assim Medical São Cristóvão, localizado na Zona Norte do Rio de Janeiro.
De acordo com informações confirmadas pelo portal Splash, o veterano enfrentava um quadro grave de infecção pulmonar que evoluiu para sepse. "É um tipo de infecção que, mesmo estando em um ponto, ela repercute em outros sistemas", detalhou a equipe médica da unidade em nota oficial.
A causa definitiva do falecimento foi uma parada cardíaca, conforme divulgado pelo programa Fantástico, da Rede Globo. Até o fechamento desta edição, os familiares do baluarte portelense não haviam disponibilizado informações detalhadas a respeito dos horários e locais do velório e do sepultamento. A notícia da partida do músico gerou uma forte onda de comoção entre sambistas, intelectuais e agremiações, motivando uma série de homenagens e manifestações de respeito nas plataformas digitais.
Legado
A perda de Noca foi profundamente sentida pela Portela, instituição onde o compositor fincou suas raízes e ergueu grande parte de sua respeitada trajetória artística. Em um comunicado oficial emitido em seus perfis na internet, a diretoria da escola de Madureira expressou seu pesar e reverência ao legado do músico. "Neste momento de dor, a Portela se solidariza com familiares, amigos, parceiros de composição, admiradores e toda a comunidade do samba", declarou a azul e branco.
A história de amor entre Noca e a Majestade do Samba teve início em 1960, época em que o artista se mudou para a agremiação e passou a integrar o célebre Trio ABC da Portela, ao lado dos lendários compositores Picolino e Colombo. Ao longo das décadas, ele consolidou sua assinatura técnica e lírica na ala de compositores, conquistando o expressivo feito de vencer sete disputas internas de samba-enredo, feito que o posiciona na seleta lista de maiores campeões da história da escola.
Entre os hinos inesquecíveis que assinou e que embalaram desfiles marcantes na Marquês de Sapucaí destacam-se joias do Carnaval carioca como "Recordar é viver" (1985), "Gosto que me enrosco" (1995), "Os olhos da noite" (1998) e, mais recentemente, "ImaginaRIO, 450 Janeiros de uma Cidade Surreal" (2015). A partida de Noca silencia uma das canetas mais poéticas do subúrbio carioca, mas seu repertório e contribuição permanecem definitivos na identidade do samba nacional.
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