Lucélia Santos lamenta morte precoce de Eduardo Meirelles, autor de sua biografia
Eduardo, de 30 anos, foi responsável pela obra 'Lucélia Santos: Coragem para Lutar' e também dividiu projetos com a artista voltados à defesa do meio ambiente e dos povos indígenas
A atriz Lucélia Santos usou as redes sociais nesta quarta-feira, 29, para lamentar a morte do jornalista Eduardo Meirelles, autor de sua biografia Lucélia Santos: Coragem para Lutar. O profissional tinha 30 anos e mantinha uma relação de amizade com a artista, além de ter colaborado com ela em diferentes iniciativas ligadas à comunicação e ao ativismo socioambiental.
Em uma publicação emocionada no Instagram, Lucélia se despediu do amigo com uma mensagem de carinho. "Meu querido, amado amigo Duda, Eduardo Meirelles. Quanta vida! Quanta paixão você sempre teve em tudo que fez e criou por aqui. Não consigo acreditar. Voa, Duda, com os anjos e a paz. Te amo eternamente. Estaremos juntos eternamente", escreveu. Inicialmente, a atriz não informou a causa da morte.
Após a publicação, familiares de Eduardo também se manifestaram nos comentários. Analai Nava, que se identificou como prima e madrinha de crisma do jornalista, informou que ele morreu após sofrer um infarto. Segundo ela, Eduardo ainda conseguiu pedir ajuda ao porteiro do prédio onde estava, mas não resistiu e faleceu antes da chegada da equipe de socorro.
A família também informou que o velório e o sepultamento acontecerão em Luziânia, cidade de Goiás onde o jornalista nasceu, e agradeceu às manifestações de carinho recebidas.
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Trajetória marcada pelo jornalismo e pelo ativismo
Nascido em Luziânia (GO), em 28 de janeiro de 1996, Eduardo Vieira de Lima Meirelles era formado em jornalismo pela Universidade de Brasília (UnB). Durante a graduação, participou de diferentes movimentos estudantis, foi voluntário da Anistia Internacional, integrou o Diretório Central dos Estudantes (DCE-UnB), presidiu o Centro Acadêmico de Comunicação Social e atuou na União Nacional dos Estudantes (UNE), defendendo pautas voltadas aos estudantes de baixa renda.
Ao longo da carreira, trabalhou em redações jornalísticas, apresentou programas de televisão e exerceu a função de assessor no Senado Federal. A partir de 2019, direcionou sua atuação para a defesa dos povos indígenas, período em que conheceu Lucélia Santos por intermédio da jornalista Zezé Weiss.
Da amizade ao livro
A parceria entre Eduardo e Lucélia foi além da amizade. Os dois apresentaram juntos o podcast Seguir Esperneando, dedicado a debates sobre meio ambiente e questões socioambientais.
Foi também em 2020 que nasceu o projeto da biografia da atriz. Eduardo propôs transformar a trajetória política de Lucélia em seu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) de jornalismo. A artista aprovou a iniciativa e o projeto evoluiu para uma publicação comercial.
Lançado em 2022 para celebrar os 50 anos de carreira de Lucélia Santos, o livro Lucélia Santos: Coragem para Lutar, publicado pela Editora Telha, reúne a trajetória política da atriz, conhecida internacionalmente por interpretar a protagonista da novela A Escrava Isaura. A obra conta com prefácio de José Genoino e reúne depoimentos de personalidades como Betina Vianny, Cristina Pereira, Carlos Minc, Zezé Weiss, Angela Mendes, Gomercindo Rodrigues, Sônia Guajajara, Luiza Erundina, Matheus Nachtergaele, Fernando Gabeira e Pedro Neschling.
A morte precoce de Eduardo Meirelles gerou comoção entre amigos, familiares e admiradores de seu trabalho. Além da contribuição para o jornalismo, o profissional deixa um legado ligado à defesa dos direitos humanos, das causas indígenas e da preservação ambiental, áreas que marcaram sua trajetória e fortaleceram sua parceria com Lucélia Santos.
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