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Lore Improta quer trocar silicone após amamentação; especialista faz alerta sobre cirurgia

Após dançarina revelar desejo de mudar os seios, cirurgião plástico esclarece se a troca das próteses é realmente necessária depois da gravidez

1 nov 2026 - 10h16
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Resumo
Após Lore Improta declarar que deseja operar os seios pós-amamentação, o cirurgião plástico Marcelo Hanato esclareceu que a amamentação não exige a troca do silicone. Mudanças como flacidez decorrem da gestação e podem demandar mastopexia, e não apenas nova prótese, que também não tem validade fixa de dez anos. O especialista recomenda aguardar ao menos seis meses após o desmame para que a anatomia mamária se estabilize antes de qualquer intervenção cirúrgica.

A dançarina Lore Improta revelou que pretende fazer mudanças nos seios após o período de amamentação. A declaração levantou uma dúvida comum entre mulheres que possuem próteses de silicone: será que é necessário substituir os implantes depois de uma gravidez?

Lore Improta
Lore Improta
Foto: Mais Novela

Para esclarecer o assunto, o cirurgião plástico Dr. Marcelo Hanato, membro especialista da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), explicou que a amamentação não exige, por si só, a troca das próteses. Segundo ele, as transformações naturais do corpo durante a gestação podem modificar a aparência das mamas, mas isso não significa que os implantes estejam comprometidos.

Lore Improta precisa trocar o silicone após amamentar?

De acordo com Marcelo Hanato, a necessidade de uma nova cirurgia depende das condições dos implantes, das alterações nas mamas e dos objetivos de cada paciente.

"Uma dúvida muito comum entre as mulheres que já possuem próteses de silicone é se precisam trocá-las depois da gravidez e da amamentação. E a resposta é não. A amamentação, por si só, não é uma indicação para substituir os implantes mamários", esclareceu.

O especialista explicou que, durante a gravidez, as mamas passam por mudanças hormonais, aumento de volume e distensão da pele. Após o parto e o fim da amamentação, a redução desse volume pode provocar alterações no contorno dos seios.

"Algumas mulheres percebem maior flacidez, perda de preenchimento na parte superior dos seios ou uma mudança na posição das aréolas. Essas alterações estão relacionadas ao processo gestacional, às variações de volume e às características individuais da pele, e não necessariamente à presença do silicone", afirmou.

Trocar a prótese resolve a flacidez dos seios?

Ao comentar o desejo de Lore Improta, o médico destacou que muitas mulheres procuram procedimentos estéticos após a maternidade não para aumentar os seios, mas para recuperar o formato anterior.

"No caso de Lore Improta, quando ela comenta que deseja ajeitar os seios após amamentar, estamos falando de uma queixa bastante frequente nos consultórios de cirurgia plástica. Muitas mulheres não querem necessariamente aumentar as mamas, mas recuperar o contorno que tinham anteriormente", explicou.

Entretanto, a simples substituição dos implantes nem sempre é suficiente para alcançar esse resultado.

"Quando existe uma flacidez significativa ou queda das mamas, pode ser necessário realizar uma mastopexia, que é a cirurgia indicada para reposicionar e remodelar os seios", detalhou.

Segundo o cirurgião, dependendo da avaliação, a mastopexia pode ser realizada com a manutenção das próteses, com sua substituição ou até com a retirada dos implantes.

Silicone precisa ser trocado a cada dez anos?

Outro ponto esclarecido pelo especialista envolve a crença de que as próteses mamárias precisam ser obrigatoriamente substituídas após dez anos.

"O silicone não possui uma data de validade universal que obrigue sua substituição a cada dez anos, como muitas pessoas ainda acreditam. As próteses modernas são desenvolvidas para apresentar boa durabilidade, mas não são dispositivos definitivos", explicou.

O médico ressaltou que os implantes precisam de acompanhamento ao longo da vida. Problemas como ruptura, contratura capsular, deslocamento, mudanças no formato ou desconforto persistente podem justificar uma nova intervenção.

Por isso, a decisão deve considerar os sintomas, os exames e a avaliação clínica, e não apenas o tempo desde a primeira cirurgia.

Quanto tempo após a amamentação é possível fazer uma cirurgia?

Para mulheres que desejam modificar os seios depois de amamentar, Marcelo Hanato recomenda aguardar a estabilização das mamas antes de decidir por um procedimento.

"Não recomendo que uma mulher tome essa decisão imediatamente após interromper a amamentação. O organismo precisa de um período para que as mamas se estabilizem, tanto em relação ao volume quanto à composição dos tecidos", alertou.

O especialista explicou que, em muitos casos, é recomendado esperar pelo menos seis meses após o desmame, embora o intervalo possa variar conforme as características de cada paciente.

Ele também destacou que fatores como genética, elasticidade da pele, oscilações de peso, volume mamário e número de gestações influenciam as mudanças corporais.

"Se a prótese está íntegra, bem posicionada e não provoca desconforto, não há motivo médico para substituí-la apenas porque a paciente amamentou", reforçou.

Por fim, o cirurgião ressaltou que qualquer intervenção deve ser planejada individualmente, considerando a segurança da paciente e suas expectativas.

"O objetivo não deve ser simplesmente trocar o silicone, mas identificar qual procedimento realmente atende às necessidades daquela mulher, preservando sua segurança e respeitando as transformações naturais do corpo", concluiu.

 
 
 
 
 
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