Livro polêmico diz que Meghan Markle se via como futura rainha no lugar de Kate
Meghan Markle teria acreditado que poderia ocupar posição mais alta que Kate Middleton na hierarquia da realeza, segundo nova obra
Meghan Markle voltou ao centro de uma nova controvérsia envolvendo a família real britânica após o lançamento do livro de Tom Bower, biógrafo conhecido por obras sobre a monarquia. Na publicação, o autor sustenta que a duquesa de Sussex teria alimentado a ideia de que poderia ocupar um espaço equivalente ao destinado a Kate Middleton ao lado do príncipe William, interpretação que reacendeu debates sobre hierarquia e expectativas dentro da instituição.
Segundo Bower, a percepção teria surgido ainda nos primeiros meses de Meghan como membro da realeza, quando ela buscava protagonismo e visibilidade. A reação dos duques de Sussex não demorou e, por meio de um porta-voz, Harry e Meghan classificaram as alegações como "delirantes", afirmando que o escritor transformou especulações em narrativa pública. Intitulada "Betrayal: Power, Deceit and the Fight for the Future of the Royal Family", a obra analisa bastidores da monarquia e tenta explicar o desgaste entre o casal e o restante da família.
Em entrevista ao programa 'Kinsey Schofield Unfiltered', Bower disse ter ouvido de fontes ligadas ao entorno da rainha Elizabeth II que Meghan acreditava merecer posição de maior prestígio. De acordo com essa versão, a ex-atriz via qualidades próprias que a colocariam acima de Kate em imagem pública e capacidade de trabalho. Entretanto, a linha sucessória sempre manteve Harry distante do topo, atrás do irmão e dos sobrinhos.
Assim, Kate deverá tornar-se rainha consorte quando William assumir o trono, após Charles III, cenário que, segundo o autor, teria ampliado frustrações e contribuído para o afastamento oficial do casal em 2020. Ainda segundo Bower, Meghan teria entrado na família real sem compreender plenamente a lógica institucional e o grau de submissão às regras, interpretação que a equipe dos Sussex rejeita integralmente em resposta pública divulgada pelos representantes do casal logo após o lançamento do livro.
As acusações refletem tensões mais profundas dentro da monarquia?
A discussão levantada pelo livro também reacendeu questionamentos sobre o relacionamento entre os Sussex e o restante da família real. De acordo com Tom Bower, o incômodo com a estrutura hierárquica teria pesado na decisão de Harry e Meghan de deixar as funções institucionais em janeiro de 2020. O casal, que atualmente vive na Califórnia com os filhos Archie e Lilibet, rebateu novamente as alegações e afirmou que o autor construiu versões sensacionalistas baseadas em fontes indiretas. Em nota, os representantes classificaram a narrativa como "delirantes" e sugeriram que leitores procurem informações em fontes mais confiáveis. Enquanto isso, o debate público continua alimentando especulações sobre bastidores, expectativas e os desafios de adaptação enfrentados por quem ingressa na tradicional estrutura da monarquia britânica.