Leandra Leal chama canetas emagrecedoras de 'retrocesso' e influenciador rebate: 'Culpa'
Após Leandra Leal afirmar no Sem Censura que canetas emagrecedoras são um "retrocesso", influenciador Jorge Bentes rebate a atriz nas redes sociais e defende o tratamento da obesidade
Uma declaração da atriz Leandra Leal, de 43 anos, durante a edição do programa Sem Censura da última terça-feira (4), gerou grande repercussão nas redes sociais. Comandado por Cissa Guimarães, o programa foi palco de um debate sobre pressão estética após a artista definir o avanço das chamadas canetas emagrecedoras como um "retrocesso".
Durante a entrevista, Leandra desabafou sobre a relação com a própria imagem e criticou o cenário atual: "O meu corpo é minha fonte de vida e minha fonte de prazer. E isso é incrível, então eu comecei a me sentir bem com o meu corpo. E aí foi muito doido porque eu até me permiti engordar. Mas é uma pressão, né? E agora, com as canetas emagrecedoras, é tipo uma coisa louca, né? Realmente a gente está vivendo um retrocesso disso também."
A fala da atriz logo chamou a atenção de figuras públicas, incluindo o influenciador Jorge Bentes, conhecido por compartilhar sua rotina e vivência com a obesidade no perfil "Eu Cansei de Ser Gordo". Embora tenha elogiado a artista, ele usou as redes sociais para fazer uma ponderação importante sobre o assunto.
Influenciador defende tratamento da obesidade e aponta uso indevido
Em um vídeo publicado em seu perfil no Instagram, Jorge Bentes concordou com a crítica de Leandra no que diz respeito à cobrança estética da sociedade, mas discordou da associação direta dos remédios a um retrocesso, defendendo o valor científico do tratamento para quem realmente precisa:
"Primeiro, eu quero dizer que eu sou fã da Leandra Leal e que essa entrevista foi fantástica. Mas eu preciso fazer uma correção na sua fala, Leandra. A gente não pode culpar um medicamento que está ajudando milhares de brasileiros a controlar uma doença que não tem cura, chamada obesidade".
Para o influenciador, o verdadeiro problema reside na banalização e no consumo sem critérios rigorosos: "A culpa, Leandra, é de quem usa essa medicação sem recomendação médica, para emagrecer três ou cinco quilos para entrar em um vestido. A culpa é do paciente que usa sem passar no médico, sem prescrição médica, sem saber a origem do que ele está comprando. A culpa não pode ser colocada na medicação senão a gente cai no estigma que atrapalha muito a luta da pessoa com obesidade, que durante anos não teve uma medicação realmente eficaz para controlar essa doença, que é uma doença dificílima de lidar diariamente. Então é só essa pequena correção que eu quero que você entenda. E outras pessoas também. A gente não pode estigmatizar e colocar a culpa na caneta".
Na legenda da postagem, Jorge reforçou que rotular os fármacos como vilões pode gerar vergonha em pacientes legítimos, fazendo com que abandonem uma terapia essencial para a saúde e qualidade de vida. Por fim, ele defendeu que é perfeitamente viável combater o uso estético e irresponsável sem aumentar o preconceito contra o tratamento médico da obesidade.
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