Justiça decreta prisão preventiva de MC Ryan SP e MC Poze do Rodo
Decisão ocorre após habeas corpus concedido pelo STJ
A Justiça Federal em São Paulo determinou, na tarde desta quinta-feira, 23, a prisão preventiva dos funkeiros MC Ryan SP e MC Poze do Rodo, no âmbito de uma investigação da Polícia Federal sobre um suposto esquema de lavagem de dinheiro que teria movimentado cerca de R$ 1,6 bilhão.
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A decisão foi tomada após o Superior Tribunal de Justiça (STJ) conceder habeas corpus, reconhecendo a ilegalidade nas prisões temporárias. Em resposta, a Polícia Federal apresentou um novo pedido, desta vez de prisão preventiva, que foi aceito pela Justiça.
Em nota ao Terra, a Justiça Federal de São Paulo informou que decretou a prisão preventiva de 36 investigados e a prisão domiciliar de outros três, sem detalhar os nomes dos envolvidos em cada medida.
De acordo com a Polícia Federal, a manutenção das prisões é necessária para a "garantia da ordem pública" e para assegurar a "aplicação da lei penal".
A defesa de MC Ryan criticou a decisão e o momento do pedido feito pela PF. "A defesa tomou conhecimento, há pouquíssimo, da representação da Polícia Federal pela decretação de prisão preventiva, formulada apenas após a concessão de habeas corpus pelo STJ, que reconheceu a ilegalidade da prorrogação da prisão temporária. Causa perplexidade o caráter manifestamente extemporâneo do pedido, os requistos da preventiva, por que não foi ela requerida no momento oportuno? Espera a defesa que a medida seja indeferida e a decisão do Superior Tribunal de Justiça efetivamente cumprida", declarou por meio das redes sociais.
''Não há nada de novo em relação à Marlon Brandon neste novo decreto prisional. Levaremos os motivos que devem revogar esta prisão à Justiça, sempre confiantes no Poder Judiciário", afirmou o advogado de MC Poze, Fernando Henrique Cardoso. A reportagem tentou contato com as defesas do MC Ryan SP, mas não obteve retorno.
Também foi mantida a prisão de Raphael Sousa Oliveira, apontado como responsável pela página Choquei. Ele, assim como os artistas, é investigado por suposto envolvimento no esquema.
Segundo as investigações, a estrutura criminosa utilizaria setores da indústria fonográfica e do entretenimento para ocultar recursos de origem ilícita, incluindo valores ligados a apostas e rifas ilegais, além de tráfico internacional de drogas.

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