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Irmão de Virginia Fonseca reage após ser condenado por importunação sexual: 'O importunado fui eu'

William Gusmão deu sua versão da suposta importunação sexual que teria ocorrido em 2023; defesa afirma que irá recorrer

10 jul 2026 - 07h52
(atualizado às 09h17)
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William Gusmão afirma que jovem mentiu sobre importunação sexual, após ser condenado na Justiça
William Gusmão afirma que jovem mentiu sobre importunação sexual, após ser condenado na Justiça
Foto: Reprodução/Instagram

William Gusmão, irmão da influenciadora digital Virginia Fonseca, se manifestou na noite desta quinta-feira, 9, a respeito de sua condenação na Justiça por importunação sexual. A decisão é da 4ª Turma da 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Goiás. 

Ele foi acusado por Lilly Martins em 2023 de colocar a mão dentro da calça dela e passar a mão nas nádegas durante uma festa em Jussara, na região Noroeste de Goiás. O caso teria acontecido após ela pedir para tirar uma foto com William.

Nos Stories do Instagram, ele negou que tenha feito isso com a mulher, e deu sua versão do que aconteceu naquele dia. “Ela pediu para tirar foto comigo, botei a mão nas costas dela. Ela falou: 'Essa foto não ficou boa'. Pediu outra foto, tirei outra foto. As minhas mãos nas costas dela. Ela falou: 'Outra foto'. Tirei três fotos com essa menina. Fui para um canto com um amigo. Ela voltou com uma menina filmando atrás dela e começou a xingar a minha mãe e a minha irmã do nada”, contou.

“Percebi que a menina era muito maldosa e queria alguma coisa de errado comigo. Ela sumiu porque eu não fiz nada. Ela queria que eu tivesse feito alguma coisa física com ela", seguiu.

Segundo William, Lilly entrou na frente dele enquanto outra mulher filmava à distância. “Ela botou o rosto na minha frente, querendo pegar um beijo. Meteu o rosto dela na minha frente. Assustei e fugi. Na terceira vez falei para o meu amigo: 'Vamos embora porque essa menina está mal-intencionada'”, disse.

Depois, a mulher teria aparecido novamente perto dele, com outra pessoa filmando. “Tem um vídeo em que eu estou com os dois braços abertos. Ela queria um contato físico comigo. Ela começa a xingar a minha mãe e irmã de novo. Ela estava tentando uma agressão física. Só que ela não conseguiu porque eu percebi a maldade dela. Depois ela voltou de novo e de novo. Ela tentou tirar alguma coisa de mim. Eu estava com os dois braços abertos porque não queria tocar nela”, explicou William.

O irmão de Virginia ainda justificou que, se a mulher realmente tivesse sido importunada sexualmente, poderia ter gritado para os seguranças do local. “Estava preocupada só em gravar e mandou para o Leo Dias as gravações. O importunado fui eu", afirmou.

No vídeo, divulgado por Leo Dias, William aparecia como se estivesse beijando a moça. Na época, sua atual esposa, Mellody Barreto, estava grávida de Gabriel, primeiro filho do casal.

O advogado de William comentou o caso e afirmou que a defesa irá recorrer da condenação de um ano de reclusão por importunação sexual. William foi condenado por uma de duas acusações feitas no mesmo processo.

“A legislação brasileira só considera um réu culpado quando não há mais possibilidade de recurso. No caso do William, a decisão não é definitiva e dela ainda cabem recursos dos quais a defesa utilizará. Embora a defesa respeite a posição do Tribunal de Justiça de Goiás, a decisão é contrária tanto nas provas dos autos quanto aos pareceres do promotor de justiça de primeira instância e do procurador de justiça de segunda instância do tribunal. Assim, diante desta contradição, a defesa recorrerá aos tribunais superiores”, disse o advogado Giuliano Vettori em um vídeo compartilhado por William.

O defensor ainda pede que a mídia deixe de condenar William pelo caso. “Ele não pode ser condenado por ser irmão de uma pessoa famosa”, completou.

Em nota, a defesa também se manifestou sobre a condenação de William Gusmão. Leia a seguir:

“A defesa técnica de William Pimenta Gusmão vem a público manifestar-se sobre a recente decisão proferida pela 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás. 

Informamos que a decisão não é definitiva, pois trata-se do julgamento de um recurso dos assistentes de acusação.

Embora a defesa respeite o entendimento dos Desembargadores do Tribunal de Justiça de Goiás, manifesta sua veemente discordância com a condenação, uma vez que o réu nega peremptoriamente a prática do fato que lhe é falsamente imputado.

O Ministério Público, tanto em primeira instância, por meio do Promotor de Justiça quanto em grau de recurso, por meio do Procurador de Justiça emitiu pareceres favoráveis à absolvição de William Gusmão, constatando a flagrante ausência de provas e de materialidade delitiva.

Diante da inocência do acusado e da contradição entre o resultado do julgamento e o entendimento no Ministério Público e da linha de defesa e considerando que a decisão não é definitiva, ainda cabem recursos aos Tribunais Superiores, que serão utilizados dentro das possibilidades legais.

Atenciosamente.

BECHIS & CARVALHO ADVOGADOS”

Fonte: Portal Terra
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