Hugo Gross acusa Leandro Lima: "Ele não tem hombridade"
Hugo Gross afirma que ator trabalha com documento provisório vencido e registro de modelo, enquanto Lima alega ter DRT definitivo.
O presidente do Sindicato dos Artistas do Rio (Sated-RJ), Hugo Gross, contestou as afirmações de Leandro Lima sobre a posse de registro profissional válido para atuar. Em declarações divulgadas nesta quarta-feira (22), Gross afirmou que o artista trabalha sem o Documento de Registro Técnico (DRT) definitivo, possuindo apenas um registro de modelo e um documento provisório de ator emitido em 2008, com validade de um ano.
A disputa entre os dois profissionais se intensificou após Lima declarar publicamente que possui o documento necessário para exercer a profissão. O conflito ocorre no Rio de Janeiro, onde o Sated-RJ fiscaliza o exercício legal da profissão de ator.
Segundo Gross, Lima atuou na novela Vale Tudo e atualmente trabalha em Três Graças, ambas produções da TV Globo, sem apresentar o registro profissional exigido. "Ele não tem registro [DRT]. Ele tem registro de modelo, que a TV Globo apresentou. E ele não tem culpa, porque a TV Globo chamou e ele trabalhou sem registro, sem ser profissional, na novela Vale Tudo inteira sem registro. Se por acaso aparecer algum registro, esse registro foi dado agora. Manda ele pegar o número do registro e provar. Aí vocês vão ver realmente que a verdade é soberana", declarou o presidente do sindicato.
Em sua defesa, Leandro Lima afirmou ao portal LeoDias: "Meu DRT foi emitido em 2008 pelo Ministério do Trabalho, na Paraíba. Na época, faziam um provisório até comprovar atividade na área, e o meu definitivo foi emitido por São Paulo. Algum mau-caráter deve estar querendo palco".
A TV Globo, mencionada por Gross como responsável pela contratação do ator sem documentação adequada, não se pronunciou sobre o caso até o momento.
O presidente do Sated-RJ respondeu diretamente à insinuação de Lima sobre "mau-caráter". "Eu entendo que a única pessoa que pediu o registro dele durante dez dias [fui eu]. A única pessoa mau-caráter, subentende-se que sou eu, né? Porque eu falei isso. Só que ele não falou meu nome. Agora eu dou nome aos bois: ele não teve hombridade de falar a verdade", afirmou Gross.
O dirigente sindical também disse: "Ele preferiu falar besteira. Se ele tá me chamando de mau-caráter, que ele dê nome. Mas agora eu digo: ele não tem hombridade, se é que ele sabe o que é hombridade. A gente está aqui para ajudar as pessoas, e ele, como é modelo e não é ator, não sabe a respeitabilidade de um registro profissional".