Herança de Zagallo ganha reviravolta e Justiça manda Netflix apresentar contratos
Disputa pela herança de Zagallo envolve Netflix e avança na Justiça do Rio
A disputa judicial envolvendo o patrimônio deixado por Mário Jorge Lobo Zagallo ganhou um novo desdobramento e agora alcançou até a Netflix. Morto em janeiro de 2024, aos 92 anos, em decorrência de falência múltipla de órgãos, o eterno ídolo do futebol brasileiro continua no centro de um impasse familiar relacionado à divisão de seus bens. Desta vez, a Justiça do Rio de Janeiro determinou a apresentação de documentos ligados à produção da série Brasil 70: A Saga do Tri, obra que retrata a histórica campanha da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 1970 e na qual Bruno Mazzeo interpreta o ex-jogador e treinador.
Segundo informações do colunista Ancelmo Gois, do jornal O Globo, a decisão judicial prevê que sejam apresentados os contratos assinados para o uso da imagem de Zagallo na produção da plataforma de streaming. A medida atende a um pedido feito por duas herdeiras do ex-técnico, que buscam mais esclarecimentos sobre os valores e acordos firmados envolvendo o legado do pai. Conforme a publicação, a própria Netflix também deverá ser intimada a informar detalhes sobre a negociação realizada para explorar a figura do tricampeão mundial na série, ampliando o alcance da investigação sobre os bens e possíveis receitas vinculadas ao nome do ex-atleta. Fonte: Ancelmo Gois/O Globo.
Patrimônio e dívidas seguem no centro do processo
O processo envolvendo a herança do Velho Lobo se arrasta há anos e já revelou informações sobre a situação financeira deixada pelo ex-comandante da Seleção Brasileira. Em 2024, Mario César Zagallo, filho caçula do ex-treinador, apresentou à Justiça a prestação de contas referente ao espólio, detalhando os bens existentes após a morte do pai.
De acordo com os documentos apresentados no processo, o patrimônio de Zagallo somava cerca de R$ 205 mil, valor que ficou abaixo das dívidas registradas em seu nome, superiores a R$ 465 mil. A maior parte desse passivo é resultado de duas ações trabalhistas movidas pelas ex-funcionárias Maria Lucia Vieira Gomes e Fabiane Ribeiro Barbosa, que alegaram salários atrasados ou reduzidos sem comunicação prévia.
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