Glória Pires é ré em ação judicial; veja os detalhes
Glória Pires e Orlando Morais são réus em uma ação cível movida por um produtor rural de Goiás, que cobra R$ 200 mil e acusa o casal de anexar irregularmente parte de suas terras a uma fazenda em Anápolis por meio de documentos falsificados. O caso foi remetido à Justiça Federal por envolver o Incra. A defesa dos artistas nega qualquer fraude e afirma que eles deixaram a sociedade agropecuária em 2021, embora apurações indiquem que ambos continuam vinculados ao negócio via holding familiar.
Uma disputa judicial envolvendo uma propriedade rural em Goiás voltou a colocar Glória Pires e Orlando Morais em evidência. O casal responde a uma ação movida por um produtor rural, que questiona a regularidade de registros imobiliários e cobra uma indenização de R$ 200 mil.
Segundo informações divulgadas pelo jornalista Alessandro Lo-Bianco, do portal iG, nesta quinta-feira (22), o processo foi apresentado por Afrânio Vilela e envolve uma fazenda localizada em Anápolis, no interior de Goiás.
O produtor rural afirma que parte de suas terras teria sido incorporada irregularmente a outra propriedade. Segundo a ação, informações supostamente falsas teriam sido utilizadas para modificar documentos e permitir a transferência da área para uma empresa ligada aos artistas.
Diante disso, Afrânio solicita a anulação dos registros questionados e das transferências decorrentes deles. O agricultor também pede medidas para impedir a negociação das terras enquanto o caso estiver em discussão na Justiça.
A disputa ganhou um desdobramento importante em março de 2026. Na ocasião, o Tribunal de Justiça de Goiás determinou que o processo fosse encaminhado à Justiça Federal, por envolver questões relacionadas ao Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).
A decisão foi favorável ao casal, mas não encerrou o processo. O pedido apresentado pela defesa para retirar os artistas da ação ainda não havia sido analisado definitivamente, conforme informações divulgadas em maio.
Os advogados de Glória Pires e Orlando Morais negam qualquer irregularidade. A defesa também sustenta que ambos deixaram formalmente a sociedade da SV Anápolis Agropecuária em 2021.
Apesar disso, uma apuração publicada pelo jornal O Dia apontou que os artistas continuariam vinculados ao negócio por meio da holding familiar Boizinho Feliz Agropecuária e Participações.
O caso tramita na esfera cível. Os registros processuais consultados continuam identificando os artistas como réus, sem indicação de condenação pelas irregularidades alegadas pelo produtor rural.
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