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Deolane Bezerra vive terror na prisão, recebe ameaça de morte e irmã faz denúncia grave à polícia

Daniele Bezerra procurou a Polícia Civil para relatar supostas ameaças e episódios de intolerância religiosa contra a influenciadora; agentes penitenciárias são citadas nas denúncias

22 out 2026 - 21h49
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Resumo
Daniele Bezerra denunciou à Polícia Civil que sua irmã, a advogada e influenciadora Deolane Bezerra, presa em Tupi Paulista por suspeita de lavagem de dinheiro ligada ao crime organizado, teria sido ameaçada de morte e sofrido intolerância religiosa por parte de agentes penitenciárias. Uma das servidoras também teria defendido transferi-la para a ala comum. A defesa recorreu à Justiça pedindo providências sobre a segurança da detenta, enquanto os relatos aguardam apuração oficial das autoridades.

Deolane Bezerra teria enfrentado momentos de tensão durante o período em que está presa na Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, no interior de São Paulo. A advogada e influenciadora digital teria recebido uma ameaça de morte de uma agente penitenciária, além de ter sido alvo de intolerância religiosa dentro da unidade prisional. As acusações foram apresentadas por sua irmã, Daniele Bezerra, à Polícia Civil paulista.

Deolane Bezerra (Reprodução/Instagram)
Deolane Bezerra (Reprodução/Instagram)
Foto: Contigo

As informações foram divulgadas pela coluna de Fábia Oliveira, do Metrópoles, e constam em um termo de declarações registrado em 16 de outubro. No documento, Daniele descreveu situações que, segundo ela, teriam ocorrido durante a custódia da irmã e envolveriam funcionárias responsáveis pela segurança do presídio.

O relato também menciona dificuldades para obter informações sobre as profissionais citadas e uma solicitação de providências encaminhada à Justiça pela equipe jurídica da influenciadora.

Deolane teria chorado ao contar ameaça de morte à irmã

De acordo com o depoimento prestado à Polícia Civil, Daniele Bezerra foi até o parlatório da penitenciária para conversar com Deolane e encontrou a irmã emocionalmente abalada.

Segundo a declaração, a influenciadora estava chorando quando revelou que teria sido ameaçada de morte por uma agente penitenciária identificada no documento como Juliana.

Preocupada com a situação, Daniele decidiu buscar informações sobre a funcionária para que o episódio pudesse ser formalmente comunicado às autoridades.

A irmã da advogada procurou a diretora de disciplina da unidade prisional, identificada como Samira, e solicitou os dados de identificação da agente mencionada na denúncia.

Entretanto, conforme seu relato, a responsável pelo setor teria se recusado a fornecer as informações.

Diante da negativa, Daniele buscou auxílio de outro funcionário, chamado Eduardo, que teria orientado a realização do pedido por e-mail.

Mesmo após a solicitação, os dados ainda não haviam sido disponibilizados até a data em que as declarações foram registradas na delegacia, segundo o documento.

Irmã da influenciadora também denuncia intolerância religiosa

Além da suposta ameaça de morte, Daniele Bezerra relatou outro episódio que teria ocorrido dentro da penitenciária.

Dessa vez, a denúncia envolve uma agente penitenciária identificada como Catarina, apontada pela irmã de Deolane como responsável por uma suposta prática de intolerância religiosa contra a advogada.

O termo de declarações não apresenta, nas informações divulgadas, detalhes suficientes para esclarecer como o episódio teria acontecido.

Daniele também afirmou que tentou obter a identificação da funcionária, mas não conseguiu acesso aos dados solicitados.

As acusações foram formalizadas perante a Polícia Civil e deverão ser analisadas pelas autoridades responsáveis.

É importante destacar que os relatos apresentados pela irmã não comprovam, por si só, a ocorrência das condutas denunciadas.

Agente teria defendido transferência de Deolane para ala comum

Outro ponto mencionado no documento diz respeito às condições de custódia da influenciadora.

Segundo Daniele, a agente identificada como Juliana também teria defendido que Deolane fosse encaminhada para a população carcerária comum.

Na avaliação apresentada pela irmã, a medida poderia representar um desrespeito às prerrogativas profissionais da advogada.

O relato acrescenta uma nova questão às denúncias encaminhadas às autoridades, já que envolve não apenas a segurança da detenta, mas também as condições legais de sua permanência na unidade prisional.

Até o momento das informações divulgadas, não havia confirmação de que a suposta transferência tivesse sido determinada ou realizada.

Defesa de Deolane recorre à Justiça após denúncias

Diante dos episódios relatados, a equipe jurídica de Deolane Bezerra teria decidido levar a situação ao conhecimento do Judiciário.

Conforme o depoimento de Daniele, os advogados apresentaram uma petição ao juiz corregedor, solicitando providências relacionadas às supostas ameaças e à alegada intolerância religiosa.

A iniciativa busca uma avaliação formal das circunstâncias descritas e das condutas atribuídas às funcionárias.

Entretanto, não foram divulgados detalhes sobre uma eventual conclusão das investigações ou sobre possíveis medidas administrativas adotadas pela direção da penitenciária.

As denúncias permanecem como alegações que dependem de apuração oficial, inclusive para assegurar o esclarecimento dos fatos e o direito de manifestação das pessoas envolvidas.

Deolane Bezerra está presa desde maio

De acordo com a reportagem original, Deolane Bezerra permanece custodiada na Penitenciária Feminina de Tupi Paulista desde 21 de maio.

A influenciadora é investigada por suspeita de participação em um esquema de lavagem de dinheiro que teria ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC), além de suposta integração a uma organização criminosa.

A defesa de Deolane nega as acusações.

Conhecida por sua atuação como advogada e pela grande presença nas redes sociais, a influenciadora voltou a ser assunto após a divulgação das declarações prestadas pela irmã.

Os novos relatos levantam questionamentos sobre as condições de segurança e o tratamento dispensado à detenta durante o período de encarceramento.

Por enquanto, tanto a suposta ameaça de morte quanto a denúncia de intolerância religiosa continuam dependendo de investigação pelas autoridades competentes.

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