Flávio Bolsonaro choca ao revelar o que planeja fazer com os aposentados
Candidato à Presidência afirma que não pretende prejudicar aposentados e contesta acusações sobre suas propostas para os benefícios previdenciários
Flávio Bolsonaro negou que pretenda prejudicar aposentados caso seja eleito, rebatendo acusações da campanha de Lula e prometendo equilibrar as contas públicas com o combate a fraudes e desperdícios, sem afetar vulneráveis. Contudo, sua equipe estuda limitar reajustes do INSS e do BPC apenas à inflação, excluindo ganhos reais. Enquanto isso, Lula propõe reformular as fontes de custeio e flexibilizar regras para trabalhadores, tornando a Previdência tema central da disputa de 2026.
O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) negou, nesta quinta-feira (8), que pretenda prejudicar aposentados caso vença o segundo turno das eleições de 2026. Durante uma entrevista coletiva, o senador rebateu críticas à sua proposta de governo e acusou a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de divulgar informações falsas sobre suas intenções para a Previdência Social.
A declaração ocorreu após uma reunião com representantes do Podemos, partido que formalizou apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro na disputa presidencial.
Ao comentar o assunto, o senador procurou tranquilizar os beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e afirmou conhecer as dificuldades financeiras enfrentadas por aposentados.
"Aposentado, fique tranquilo, não caia nessa fake news do PT dizendo que eu vou acabar com um reajuste do aposentado. Pelo contrário: a minha avó é professora aposentada do estado. Eu sei a dificuldade que ela tem de fazer compras no fim do mês", disse.
Flávio Bolsonaro fala sobre reajuste de aposentadorias e gastos públicos
Durante a entrevista, Flávio Bolsonaro defendeu a redução de desperdícios na administração pública como alternativa para equilibrar as contas do governo, sem comprometer os recursos destinados à população mais vulnerável.
O candidato citou contratos superfaturados e irregularidades envolvendo o INSS ao argumentar que seria possível melhorar a gestão do dinheiro público.
"Como é que a gente não pode fazer um governo moderno e enxuto, combatendo cada centavo do dinheiro público que é desperdiçado em contratos superfaturados, com roubo de aposentado e INSS? O Brasil é riquíssimo, não vou fazer economia em cima das pessoas que mais precisam", frisou Flávio.
Apesar das declarações, a equipe do candidato avalia a possibilidade de limitar os reajustes de aposentadorias e do Benefício de Prestação Continuada (BPC) à inflação, sem incorporar eventuais aumentos reais do salário mínimo.
A medida, caso seja adotada, manteria a correção dos benefícios pela inflação, mas poderia impedir ganhos acima da variação dos preços. A possibilidade ainda não representa uma decisão definitiva sobre a política previdenciária de um eventual governo.
O que Lula propõe para a Previdência Social?
Na campanha pela reeleição, o presidente Lula apresenta propostas voltadas à ampliação do acesso à Previdência Social e à reformulação das fontes de financiamento do sistema.
Entre os pontos mencionados em sua plataforma de governo está o objetivo de "reestruturar a base de financiamento da Previdência, buscando a diversidade das fontes de custeio".
A equipe petista também propõe mecanismos de contribuição mais flexíveis para trabalhadores com vínculos profissionais descontínuos ou que alternam diferentes modalidades de ocupação.
As propostas dos dois candidatos colocam o financiamento da Previdência e as regras de reajuste dos benefícios entre os temas em discussão no segundo turno das eleições presidenciais de 2026.
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