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Influenciador investigado por R$ 146 milhões é preso de novo após ameaçar empresários citando PCC

Investigado já havia sido alvo de operação por suposto desvio de R$ 146 milhões via Pix em 2025; defesa nega ligação com facção

8 out 2026 - 12h58
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Resumo
O influenciador Gabriel Spalone foi preso em São Paulo por suspeita de extorsão e ameaça contra empresários na cobrança de uma dívida, chegando a afirmar ligação com o PCC e ameaçar familiares das vítimas. Em liberdade provisória, ele já era investigado por um esquema de transferências fraudulentas de R$ 146 milhões via Pix e havia sido detido anteriormente pela Interpol. Sua defesa nega vínculo com a facção e afirma que o caso tramita sob sigilo, buscando sua libertação na audiência de custódia.

Gabriel Spalone, influenciador e empresário, foi preso novamente em São Paulo. Desta vez, a suspeita é de extorsão e ameaças contra dois empresários durante uma disputa por uma dívida milionária. A prisão foi realizada por agentes da 1ª Delegacia Antissequestro, vinculada ao Dope, com mandados expedidos pela Vara Regional das Garantias de Osasco.

Foto: Mais Novela

Segundo a investigação, após conseguir liberdade provisória no processo anterior, Spalone passou a cobrar uma quantia dos sócios da Cargobr Transportes Ltda., Marcio Eduardo Nozari e Marcel Rosica Anconi. Os empresários sustentam que a dívida já havia sido compensada por perdas em outra negociação com o influenciador. A discordância teria dado início a uma série de cobranças e supostas ameaças.

O detalhe mais grave da denúncia é que Spalone teria afirmado integrar o PCC e ameaçado sequestrar familiares dos envolvidos caso o valor não fosse pago. As alegações sobre ligação com a facção fazem parte da acusação e não foram comprovadas. A audiência de custódia está prevista para esta quinta-feira (8).

A defesa do empresário, representada pelo advogado Eduardo Maurício, negou qualquer vínculo com o PCC e afirmou que ainda não teve acesso aos autos, que tramitam sob segredo de Justiça. Os advogados pretendem pedir a liberdade de Spalone na audiência de custódia.

O histórico de Spalone

A nova prisão acontece meses depois de ele conseguir liberdade provisória em outro processo. Em fevereiro de 2026, a Justiça autorizou sua soltura no âmbito de uma investigação sobre um esquema de transferências fraudulentas que movimentou R$ 146 milhões via Pix. Em setembro de 2025, ele havia sido preso no Aeroporto Internacional de Buenos Aires após ser incluído na Difusão Vermelha da Interpol, tendo passado antes por Dubai e pelo Panamá, onde foi detido mas liberado por não constar ainda na lista de procurados.

Segundo a Polícia Civil de São Paulo, o esquema funcionava por meio de empresas que ofereciam serviços financeiros digitais sem autorização do Banco Central, utilizando a estrutura de instituições autorizadas para realizar transferências via Pix. Em fevereiro de 2025, mais de 600 transferências foram realizadas em menos de cinco horas, totalizando R$ 146 milhões. A instituição financeira identificou as movimentações e conseguiu recuperar cerca de R$ 100 milhões.

Mais Novela
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