Família de Agnaldo Timóteo processa susposto sobrinho do cantor
Timotinho anunciou que irá lançar livro e museu sobre a vida de Agnaldo; família contesta grau de parentesco e revela processo
A família de Agnaldo Timóteo (1936-2021) denunciou nesta terça-feira, 19, um ataque ao patrimônio do cantor. A medida foi tomada após os familiares tomarem conhecimento que Damião de Sá da Silva, que se apresenta como Timotinho, lançaria um livro e um museu em homenagem ao suposto tio.
"Damião, que se diz sobrinho de Agnaldo Timóteo, não possui nenhum grau de parentesco com o cantor e nem com os familiares de Agnaldo, além de não fazer parte do inventário", diz um trecho do comunicado.
Recentemente, Damião concedeu diversas entrevistas falando sobre o teor do livro, que está previsto para 2023, prometendo informações de bastidores, polêmicas e confusões. Além disso, detalhou que o museu dedicado ao artista teria diversos itens importantes da carreira e seria aberto no Rio.
A família declarou que Agnaldo já possui biografia aprovada em vida, contestou a credibilidade de Damião (Timotinho) para falar sobre a trajetória do cantor e afirmou que uma ação será movida na Justiça.
"Você não tem legitimidade para falar em nome da família, por isso, faz afirmações caluniosas sobre a situação e o destino do patrimônio. Você responderá judicialmente por todas as afirmações", complementa o texto, que é assinado por Rutnete Thimoteo Pereira, Maria Themoteo Pereira, Cicero Themoteo Pereira, Marcelo de Souza Vasconcellos e Marcio de Souza Vasconcellos.
Entenda a briga
Quando morreu, em abril de 2021, Agnaldo Timóteo deixou uma herança estimada em R$ 15 milhões. A participação de Keyty Evely, de 14 anos, no espólio foi motivo de polêmica, visto que, apesar de tê-la como filha adotiva, quando veio a óbito, o cantor não tinha concluído o processo de adoção.
Os irmãos de Agnaldo Timóteo tentaram anular a participação de Keyty no testamento. Apesar da resistência de familiares, o fato de a papelada estar encaminhada, comprovou que o cantor tinha interesse legítimo na adoção e isso concedeu o direito da adolescente de participar da divisão dos bens.
O cantor morreu em abril de 2021, após passar três meses internado com Covid-19. Ele chegou a ter alta, mas teve complicações e acabou indo a óbito.