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Ex-presidente do Globo de Ouro critica o Black Lives Matter

Philip Berk, ex-presidente da Associação de Imprensa Estrangeira de Hollywood, chamou que organização é um "movimento de ódio racista"

20 abr 2021
15h10 atualizado às 15h39
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15h10 atualizado às 15h39
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O vazamento de uma mensagem de e-mail polêmica de Philip Berk, ex-presidente de Associação de Imprensa Estrangeira de Hollywood (HFPA, na sigla em inglês), voltou a escancarar o preconceito racial da organização responsável pelo Globo de Ouro.

Ex-presidente do Globo de Ouro critica o Black Lives Matter
Ex-presidente do Globo de Ouro critica o Black Lives Matter
Foto: Divulgação/Time's Up / Pipoca Moderna

Aos 88 anos e ainda membro da HFPA, Berk encaminhou um e-mail aos colegas no domingo (18/4) chamando o movimento Black Lives Matter (Vidas Negras Importam), criado para protestar contra o extermínio de negros pela polícia dos EUA, de "um movimento de ódio racista". Não satisfeito, ainda comparou uma das líderes do movimento ao psicopata Charles Manson.

No texto, ele criticou uma das fundadoras do Black Lives Matter, Patrisse Cullors, por supostamente comprar uma casa no Topango Canyon. "A propriedade se localiza na mesma rua de uma das casas envolvidas nos assassinatos de Charles Manson, o que é apropriado, já que o objetivo dele era começar uma guerra racial. Este trabalho é continuado pelo Black Lives Matter hoje em dia", disparou Berk.

O e-mail foi revelado pelo jornal Los Angeles Times e ajuda a explicar o motivo da falta de integrantes negros no HFPA.

Embora tenha sido rapidamente condenado por outros membros da organização como racista, "vil" e "não apropriada", a opinião de Berk pode ser a pá de cal que faltava para o cancelamento do Globo de Ouro. Literalmente. A rede NBC estaria avaliando encerrar seu contrato para exibir a premiação.

A premiação meteu-se em uma série de polêmicas neste ano após sua seleção de indicados se provar completamente desconectada da realidade, sem destaque para filmes de temáticas negras, o que levou o jornal Los Angeles Times a investigar detalhes de sua organização pouco transparente. O jornal acabou trazendo à tona um histórico de subornos aceitos por seus membros e a completa ausência de integrantes negros nos quadros da HFPA.

Pressionada por movimentos sociais e agentes de talentos, que ameaçaram impedir que atores famosos fossem ao próximo Globo de Ouro, a HFPA jurou que faria mudanças em seus quadros para refletir melhor a sociedade. As mudanças, consideradas insuficientes por ativistas, ainda não aconteceram e há uma reunião marcada para 5 de maio com vários representantes de astros de Hollywood que pode definir o futuro do prêmio.

A HFPA tem o hábito de anunciar medidas que nunca toma. O próprio Berk é um exemplo disso, afinal não foi a primeira vez que ele cria constrangimento para a instituição. Vale lembrar que o jornalista foi denunciado por assédio pelo ator Brendan Fraser. Segundo o astro de A Múmia, Berk apalpou seu bumbum sem permissão durante um evento do Globo de Ouro.

Logo após a denúncia, em 2018, a HFPA chegou a dizer que estava investigando a acusação, mas nenhuma ação foi tomada contra Berk. Ele continua votando no Globo de Ouro e influenciando a premiação.

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