Estrela mirim de 'Star Wars' reaparece irreconhecível após anos recluso em tratamento
Após anos longe da vida pública, Jake Lloyd reapareceu em uma rara entrevista para falar sobre o tratamento para esquizofrenia
Poucos anos após se tornar uma estrela mirim ao viver o jovem Anakin Skywalker em Star Wars: Episódio I – A Ameaça Fantasma (1999), o ex-ator Jake Lloyd recebeu o diagnóstico de esquizofrenia. Desde então, passou a levar uma vida longe dos holofotes para cuidar da saúde, voltando a chamar atenção do público apenas depois de um surto psicótico que repercutiu na imprensa.
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Agora, o antigo astro mirim concedeu uma rara entrevista ao jornalista e especialista em Star Wars Clayton Sandell. Durante o Star Wars Day, celebrado em maio, Sandell publicou um vídeo revelando que Lloyd concluiu seu tratamento e compartilhou trechos de uma conversa por videochamada com o ex-ator.
Na gravação, o jornalista afirmou que Jake está otimista em relação ao futuro. “Ele está animado para seguir em frente. Está falando sobre progredir com a sua vida, o que inclui tentar uma carreira em E-Sports”, destacou Clayton, antes de se referir a Lloyd como um “grande jogador” e afirmar que ele está “fantástico”.
Ao longo da entrevista, Jake falou sobre o momento que vive e disse que está "com a cabeça no lugar certo em relação às coisas”. Em seguida, explicou como enxerga sua recuperação: “Eles me garantiram que vou sair do tratamento com algumas armas no meu arsenal. Me recuperar é uma estratégia de copiar e colar, então isso é brilhante. E eu consegui absorver o tratamento, a terapia e a socialização de uma forma saudável e construtiva”, afirmou.
A interpretação do papel e suas consequências
Interpretar o jovem Anakin Skywalker representava a realização de um sonho para Jake Lloyd. No entanto, o papel acabou marcando negativamente sua trajetória. Sua atuação esteve entre os pontos mais criticados do filme, que recebeu avaliações divididas, e ele também enfrentou episódios de bullying na escola por causa do personagem. “As outras crianças eram muito maldosas comigo. Eles faziam o som do sabre de luz sempre que ele me viam. Era uma loucura completa”, ele revelou ao BlackBook, em 2012.
Depois de se afastar da indústria cinematográfica, Jake estudou cinema e vídeo na Columbia College, em Chicago, e levou uma rotina discreta por alguns anos. Em 2015, porém, a polícia foi acionada por sua mãe, Lisa Lloyd. Segundo ela informou aos agentes, o ex-ator havia sido diagnosticado com esquizofrenia e estava sem tomar a medicação, circunstância que resultou em um surto psicótico.
Em outro trecho da conversa, Sandell perguntou sobre o interesse de Jake em ingressar no universo dos eSports. “Era o que parecia mais relevante considerando meu passado e vendo um possível futuro. Eu estou genuinamente animado com essa possibilidade”, respondeu o ex-ator, acrescentando que chegou a figurar entre os “top 500” jogadores de Call of Duty: Modern Warfare quando o título foi lançado.
Jake também comentou que o tratamento ainda limita o tempo dedicado aos jogos, mas destacou seu desempenho atual. “Eu não estou conseguindo jogar o quanto eu deveria por causa do tratamento, mas estou no top quatro de eliminações do Call of Duty agora, e eu uso isso no meu portfolio”, acrescentou. Ele contou ainda que continua jogando alguns títulos da franquia Star Wars, embora admita que “não tem tempo” para assistir aos filmes ou às séries.
Ao encerrar a entrevista, Jake agradeceu o apoio recebido dos fãs ao longo dos anos. “Eu amaria dizer obrigado a todos que conseguiram me apoiar”, declarou. Sobre os próximos anos, afirmou que pretende dedicar seu tempo à própria recuperação: “medicina, terapia e não incomodar ninguém”.
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