Empresa de Virginia é condenada a pagar fortuna após cosmético causar queimadura grave no olho de cliente
WePink terá que pagar R$ 8 mil de indenização após perícia confirmar lesão na córnea de consumidora, que ficou temporariamente impossibilitada de trabalhar
A Justiça de São Paulo condenou a WePink, marca de cosméticos da influenciadora Virginia Fonseca, a pagar R$ 8 mil em danos morais a uma cliente. O Tribunal de Justiça comprovou, por meio de laudo médico, que um produto da empresa provocou queimadura química e ceratite grave em três quartos da córnea da consumidora, gerando fortes dores e afastamento de 15 dias do trabalho. A decisão reverteu uma sentença anterior e reconheceu a violação da integridade física da vítima pela marca.
A WePink, marca de cosméticos que tem Virginia Fonseca como uma de suas proprietárias, sofreu uma derrota na Justiça de São Paulo. A empresa foi condenada a pagar R$ 8 mil por danos morais a uma consumidora que apresentou uma queimadura química na córnea após utilizar um produto comercializado pela marca.
A decisão foi publicada na quinta-feira (5) pela 32ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP). O julgamento reverteu uma sentença anterior que havia rejeitado o pedido de indenização apresentado pela cliente.
O desembargador Andrade Neto, responsável pela análise do recurso, considerou que as provas médicas apresentadas durante o processo demonstraram a relação entre o uso do cosmético e a lesão ocular.
Cliente sofreu lesão grave após usar produto da WePink
De acordo com os documentos judiciais, a consumidora foi diagnosticada com ceratite grave no olho esquerdo, uma inflamação que compromete a córnea e pode provocar dores intensas e alterações na visão.
No caso analisado, a lesão atingiu aproximadamente três quartos da córnea. A mulher também apresentou dificuldades visuais e ficou temporariamente impossibilitada de exercer suas atividades profissionais por cerca de 15 dias.
Durante o julgamento, o magistrado destacou a importância do laudo elaborado por uma especialista em oftalmologia, que confirmou a natureza da lesão.
O documento foi considerado "categórico e conclusivo ao atestar que a autora sofreu queimadura da córnea por produto químico, após a utilização do cosmético".
A avaliação médica foi fundamental para que a Justiça reconhecesse a responsabilidade da empresa pelos danos sofridos pela consumidora.
Justiça determina indenização de R$ 8 mil
Ao analisar as consequências do episódio, o desembargador entendeu que os prejuízos enfrentados pela cliente ultrapassaram os transtornos comuns de uma relação de consumo.
Na decisão, ele ressaltou que a lesão comprometeu a integridade física da mulher, provocou dores e afetou temporariamente sua capacidade visual, além de gerar preocupação com possíveis sequelas.
"Inegável que a situação vivenciada pela recorrente extrapola o mero dissabor ou simples aborrecimento, a caracterizar o dano moral in re ipsa. A violação concreta à integridade física da consumidora, as dores oculares, a perda temporária de acuidade visual, e o sentimento de angústia quanto a eventuais consequências mais graves configuram lesão a direitos da personalidade", afirmou o magistrado.
Diante das circunstâncias, o tribunal estabeleceu o pagamento de R$ 8 mil como compensação pelos danos morais.
"Sendo este o quadro, perfeitamente cabível e razoável a fixação de danos morais no valor de R$ 8 mil", completou.
Além da indenização, a empresa também deverá arcar com os honorários advocatícios relacionados ao processo.
WePink já enfrentou outras controvérsias
A marca de cosméticos associada a Virginia Fonseca já esteve envolvida em outras discussões relacionadas à qualidade de produtos e ao atendimento aos consumidores.
Em 2025, relatos sobre possíveis problemas provocados por cosméticos da empresa ganharam repercussão nas redes sociais. Na ocasião, consumidores e criadores de conteúdo passaram a questionar a segurança de determinados itens comercializados pela WePink.
A empresa também enfrentou reclamações relacionadas a atrasos nas entregas, dificuldades para obter reembolsos e problemas no atendimento.
No caso da queimadura na córnea, a decisão judicial reconheceu o direito da consumidora à reparação financeira, após a análise das provas médicas e das consequências provocadas pela lesão.
Até a divulgação das informações sobre o julgamento, não havia sido apresentado um novo posicionamento público da WePink a respeito da condenação.
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