Edu Guedes faz cirurgia ao descobrir câncer e médico alerta: 'Altíssimo risco'
Edu Guedes faz cirurgia ao descobrir câncer no pâncreas; veja explicação de médico a respeito da operação e da doença
Edu Guedes está internado no Hospital Israelita Albert Einstein em São Paulo, onde realizou uma cirurgia às presas. Lá, o marido de Ana Hickmann descobriu um câncer no pâncreas que foi confirmado pela assessoria. O apresentador ainda não se pronunciou sobre a triste notícia.
Em entrevista à CARAS Brasil, o médico Dr. Rodrigo Surjan explicou como funciona a operação a qual o famoso foi submetido. Ele também detalhou como o câncer no pâncreas afeta o corpo humano. "O pâncreas é um órgão que fica numa localização que a gente chama de retroperitônio, que é lá atrás, atrás de diversos outros órgãos, mais para o compartimento posterior do abdômen", começou.
Rodrigo continuou explicando que o órgão é vital por estar rodeado de estruturas importantíssimas para o corpo humano: "É um órgão rodeado de estruturas vasculares, de vasos sanguíneos muito importantes e calibrosos, como a artéria do baço, que é a artéria esplênica, a artéria do fígado, que é a artéria hepática, e que vem de um grande ramo chamado tronco celíaco, localizado logo acima da borda superior do pâncreas. Na borda inferior do pâncreas, temos a artéria mesentérica superior, principal artéria responsável por fornecer boa parte do suprimento sanguíneo para os intestinos. Também logo atrás do pâncreas, existe uma confluência de veias muito grandes, como as veias do fígado, a veia porta — formada pela junção da veia esplênica (que vem do baço), da veia mesentérica superior, da veia mesentérica inferior e de uma veia menor chamada veia gástrica esquerda. Ou seja, o pâncreas está localizado acima de grandes e importantes estruturas vasculares."
A cirurgia
Segundo o médico, a cirurgia para este caso é delicada e apresenta altos riscos de mortalidade, de problemas de saúde e de morbidade: "Tecnicamente são cirurgias complexas, com grau de delicadeza e dificuldade técnica bastante elevado. Também são procedimentos associados a alta morbidade e mortalidade pós-operatória, ou seja, complicações como fístulas pancreáticas, vazamento do suco pancreático e sangramentos após a cirurgia, inclusive tardiamente, sete ou oito dias depois. São, portanto, intervenções de altíssimo risco. E o que já se viu, amplamente documentado na literatura médica, é que grupos com alta especialização e alto volume de cirurgias pancreáticas são os que conseguem os menores índices de complicações no pós-operatório", finaliza.