É grave? Fernanda Paes Leme relata susto na saúde e médico avalia: 'Cirurgia'
Fernanda Paes Leme relata visão embaçada; oftalmologista explica quando o sintoma é sinal de alerta
Fernanda Paes Leme compartilhou recentemente ter enfrentado um susto com sua saúde. Diante da preocupação sobre a gravidade do quadro clínico, a apresentadora passou por uma avaliação médica, na qual foi indicada a possibilidade ou necessidade de realização de um procedimento cirúrgico.
A atriz Fernanda Paes Leme, de 42 anos, chamou atenção dos seguidores ao compartilhar nas redes sociais que estava enxergando "tudo embaçado" e que pretendia consultar um oftalmologista. Em um momento descontraído com a filha, ela brincou com a possibilidade de precisar de óculos — algo que nunca usou na vida. O relato ressoou entre os seguidores, muitos dos quais revelaram passar pelo mesmo problema sem dar a devida atenção.
Para o oftalmologista Dr. Gustavo Bonfadini, a visão embaçada é um sintoma comum, mas que não deve ser negligenciado. "Entre as causas mais frequentes estão os erros refrativos, como miopia, hipermetropia, astigmatismo e presbiopia, conhecida como vista cansada e que geralmente começa a se manifestar a partir dos 40 anos. Olho seco, uso excessivo de telas, alterações da córnea, ceratocone e catarata também podem provocar embaçamento visual", explica.
Há situações, porém, que exigem atenção imediata: "Uma perda visual súbita, principalmente quando acontece em apenas um olho, deve ser considerada uma urgência até que se prove o contrário. O mesmo vale quando a visão embaçada vem acompanhada de dor ocular intensa, olho muito vermelho, flashes luminosos, aparecimento repentino de muitas 'moscas volantes', sensação de uma cortina ou sombra no campo visual, visão dupla ou perda de parte do campo de visão. Esses sintomas podem estar relacionados a problemas potencialmente graves, como descolamento de retina, glaucoma agudo ou doenças do nervo óptico", alerta.
Sobre a tentação de resolver o problema simplesmente comprando óculos, o especialista é direto: "Não é possível estabelecer com segurança apenas pelos sintomas se a pessoa precisa de óculos ou tem uma doença ocular. A consulta oftalmológica completa é fundamental para diferenciar um problema refrativo de uma condição mais séria. Durante a avaliação, fazemos a medida da acuidade visual e da refração, mas também avaliamos a pressão intraocular, a córnea, o cristalino, a retina e o nervo óptico", detalha.
O médico também aponta que há alternativas além dos óculos para quem enxerga embaçado: "Precisar de correção visual não significa necessariamente que a pessoa terá que usar óculos pelo resto da vida. Para pacientes adequadamente selecionados, existem alternativas como a cirurgia refrativa a laser para correção de miopia, hipermetropia e astigmatismo. Para determinados pacientes com presbiopia, também podemos avaliar tecnologias como o PRESBYOND da ZEISS, uma modalidade personalizada de cirurgia refrativa a laser que procura ampliar a faixa de visão e reduzir a dependência dos óculos", informa.
Por fim, Dr. Bonfadini reforça que cuidar dos olhos não deve esperar pelos sintomas. "Adultos sem doença ocular conhecida devem realizar avaliações oftalmológicas periódicas todo ano, e essa frequência tende a aumentar com a idade. A partir dos 40 anos, a consulta se torna particularmente importante porque é justamente nessa fase que começa a surgir a presbiopia, mas também aumenta a importância do rastreamento de doenças como glaucoma e catarata. Enxergar bem não significa necessariamente que os olhos estejam saudáveis. O glaucoma, por exemplo, nas fases iniciais pode causar perda progressiva e irreversível de fibras do nervo óptico enquanto o paciente mantém excelente visão central", conclui.
"Quando a visão muda, o mais importante não é apenas voltar a enxergar melhor, mas descobrir por que ela mudou", finaliza Dr. Gustavo Bonfadini.
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