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Deborah Secco rebate críticas por looks sensuais na Copa: "Precisam me respeitar"

Comentarista no "Tá na Copa", do SporTV, atriz foi assunto nas redes sociais

18 dez 2022 - 01h00
(atualizado às 08h07)
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Deborah Secco, atriz
Deborah Secco, atriz
Foto: @dedesecco_

Deborah Secco deu o que falar com os looks que usou para apresentar o Tá na Copa, programa do SporTV. Nesta entrevista, ela fala sobre o "direito de ser quem ela quer ser". A coluna conversou com a atriz sobre esse e outros assuntos. Confira:

Vamos falar da repercussão dos looks que usou para apresentar o Tá na Copa, do SporTV...

É muito surpreendente que ainda em 2022, tendo uma Copa do Mundo no Catar, país conhecido por sua cultura opressora com as mulheres, meus looks chamarem mais atenção. É tudo tão absurdo, é sério que a gente vai falar sobre o que eu visto? Eu, Deborah, que sou conhecida do grande público desse jeito há mais de 30 anos. Me surpreende muito que a gente ainda escute que temos que nos adequar. Não tenho que ser adequada a nada. Não mesmo. Sou quem eu sou, se você não gosta, não me acompanhe, não me assista, desligue a televisão, ninguém tem que se adequar a nada.

Essa polêmica toda aconteceu por ser uma mulher apresentando um programa de futebol?

Muito se falou sobre a hipersexualização da mulher no mundo do futebol, a hipersexualização da mulher existe na sociedade como um todo. A gente não pode culpar a roupa que a mulher está usando. Não é sobre isso, é sobre uma sociedade que precisa olhar pra mulher com respeito, e se sou uma mulher sensual, se quero expor o meu corpo, esse é um problema meu.

Recebeu muitas mensagens desrespeitosas?

Muitas. As pessoas me escreviam coisas como: 'você tem que ser dar o respeito'. Eu me respeito muito, tanto me respeito que sou quem eu quero ser. As outras pessoas precisam me respeitar. Não saio por aí querendo que as pessoas se vistam como eu, pensem como eu, sejam livres como eu, se relacionem como eu, ou que criem seus filhos como eu. Cuido da minha vida e respeito quem cuida da sua.

Se arrependeu?

Lembro que no dia seguinte uma colega do SporTV me perguntou se eu estava arrependida. Respondi que muito pelo contrário, se deu todo esse barulho, era mais que necessário, faria mais e mais, porque precisamos falar sobre isso.

Como educa sua filha para entender as diferenças?

Recentemente gravei um programa infantil com a minha filha e um dos quadros se chama 'A hora da História', onde as formas geométricas colocam um quadrado para ser o rei da cidade, e esse quadrado diz que só quadrados exatos podem viver ali, aí os círculos começam a se dobrar para virarem quadrados. Estamos contando essa história para as crianças entenderem que ser diferente é legal.

A entrevista será publicada no dia da final da Copa. Para quem está torcendo?

Ai cara, que difícil. Temos uma rivalidade muito grande com a Argentina no futebol, mas não consigo torcer pra França. A França é um país colonizador, nós aqui, colonizados, com tão pouco, então acho que vou torcer pra Argentina. Ao meu ver é a disputa de um país que já têm muitas alegrias contra um país que está precisando de alegrias.

Bloco de Notas

VAQUINHAS. O leilão beneficente da CowParade Paraisópolis, em prol do Favela Music, braço cultural do G10 Favela, e do CEU Paraisópolis, está aberto para lances até terça-feira, na plataforma do leiloeiro Roberto Magalhães Gouveia. As vaquinhas são assinadas por artistas como Caps, Fefe Talavera, IconeK, Mari Mats e Sosek.

JUDÔ E CIRCO. Como parte das atividades complementares do novo Ensino Fundamental I do Colégio Bandeirantes, os alunos poderão ter aulas de judô e circo com a metodologia criada pelo atleta Flávio Canto. As atividades são opcionais - e tem como objetivo desenvolver as habilidades motoras, cognitivas e psicossociais nos estudantes.

Estadão
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