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De vendedor a humorista de sucesso, Marcos Veras é 'pau pra toda obra'

30 ago 2013 - 11h30
(atualizado às 13h38)
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<p>Marcos Veras fez sua primeira peça profissional participando da produção <em>A Bela Adormecida</em></p>
Marcos Veras fez sua primeira peça profissional participando da produção A Bela Adormecida
Foto: Divulgação

Se tivesse uma profissão que não faz parte da mídia, Marcos Veras poderia ser definido como ‘pau pra toda obra’.  Mas Veras está na mídia, e como ele mesmo se define é um artista, e dos bons. No momento ele acumula a função de apresentador, como um dos colegas de palco de Fátima Bernardes, no programa Encontro nas manhãs da Rede Globo, e ator no elenco de humoristas do programa Zorra Total também da emissora carioca. No teatro está em cartaz com a peça Atreva-se, e volta a São Paulo, a partir de 3 de setembro com o espetáculo Falando a Veras, seu show de stand up, que comemora cinco anos de existência e mais de 400 mil espectadores.

Marcos Veras, 33 anos, aproveitou as diversas oportunidades de trabalho na TV que teve, inclusive a de ser vendedor. “Vendi panela no Shoptime”, conta ele que viu nesse trabalho a oportunidade de fazer humor. “Foi uma experiência muito interessante, era ao vivo, só no improviso, sem texto decorado. Isso me ajudou no stand up, era um show solo”.

Fora da TV, subiu profissionalmente no palco para participar do infantil A Bela Adormecida, onde interpretou um guarda, sem nenhuma fala, e depois foi promovido a príncipe. “Mas aí logo a peça acabou. Pelo menos beijei a princesa”, brinca. Se saiu tão bem com o guarda mudo, que a partir daí não parou mais, tanto que recebeu um convite de Jô Soares para fazer parte do elenco de Atreva-se, com direção do apresentador. Na peça ele trabalha ao lado da mulher, a atriz Julia Rabello. “É uma delícia trabalhar com ela. A gente se diverte muito”, conta.

Confira a entrevista de Marcos Veras ao Terra:

Terra - Cinco anos com Falando a Veras, o que tem no show que o fez durar tudo isso?Marcos Veras - Primeiro, a comédia é um estilo de teatro que faz muito sucesso onde vai, por ser um espetáculo solo, está sempre mudando, estou sempre colocando coisa nova. Não é só um stand up, é um show de humor que tem música, interpretação, tem várias linguagens em uma só apresentação. É bem parecido com o que o Chico Anysio fazia, é um espetáculo de humor solo.

Terra - O que tem de novo nessa temporada em São Paulo?

Veras - 

De novo tem texto sobre casamento, eu não estava casado a última vez que me apresentei aqui. Tem alguns musicais,  imitações, como a do Luan Santana. E vai ter alguma piada sobre São Paulo.

Terra - Você era vendedor do Shoptime, como foi essa transição de Shoptime para o humor?

Veras - Não deixa de ser humor. Eu sempre fui ator, tinha saído de uma novela da Record, e o Shoptime veio em um momento que eu precisava de grana, ter carteira assinada e tal. Foi uma experiência muito interessante, era ao vivo, só no improviso, sem texto decorado. Fiquei um ano e meio vendendo coisas lá. É difícil de fazer porque é um show solo, você sozinho em frente à câmera. O Shoptime te dá coragem de fazer uma apresentação sozinho. Isso me ajudou no stand up.

<p>Veras chega com seu show <em>Falando a Veras</em> em 03 de setembro em São Paulo</p>
Veras chega com seu show Falando a Veras em 03 de setembro em São Paulo
Foto: Divulgação

Terra - E você era bom vendedor? O que de mais difícil você vendeu?

Veras -

Eu era bom. Antes de ser ator, tinha sido vendedor de loja de roupa, então já tinha experiência. Os argumentos eu tinha. Vendi muita panela, espelho anti-embaçante, ninguém precisa disso! Era um desafio.

Terra - Sua primeira peça profissional foi o infantil A Bela Adormecida.

Veras - 

Isso, no início de carreira, foi muito gostoso, é um publico ótimo para trabalhar. Minha primeira peça, estava em êxtase, me sentindo o ator, o cara experiente. Comecei como um guarda, que não falava nada, depois fiz o príncipe, mas aí logo a peça acabou. Pelo menos, beijei a princesa.

Terra - Você lembra quando foi a primeira vez que fez alguém rir?

Veras - 

Com certeza foi na escola ou em uma festa de família. Eu sempre imitava meus tios nas reuniões de família, e no colégio sempre imitava os colegas e fazia piada com os professores. Foi aí que percebi que as pessoas riam de mim, mesmo sem querer. Quando terminou o segundo grau tinha duvida do que fazer, e fui para a escola de teatro. Eu me apaixonei pela arte de interpretar e decidi que era isso que queria. O humor sempre esteve presente em todos os meus trabalhos.

Terra - Ser engraçado te ajudou com as mulheres?

Veras - 

Sem dúvida, o humor é sex appeal, é sexual total. Não importa como o cara é, se é bonito, feio, baixo, alto, médio. Mulher gosta de homem engraçado. Digo isso porque aconteceu várias vezes. Sou supertímido, então usava o humor para isso. Todo humorista usa o humor para chegar nas mulheres!

Terra - Como é trabalhar com sua mulher?

Veras - 

É uma delicia trabalhar com a Júlia. Estamos casados há dois anos e meio, e juntos há 8 anos.  A gente se diverte muito em cena, e fora temos um casamento muito divertido. A gente respeita o espaço de cada um como profissional. Mesmo sem combinar acabamos fazendo alguns trabalhos juntos. Estamos em cartaz na peça

Atreva-se

e ela também participa de alguns quadros do programa da Fátima comigo.

Terra - Quando estão brigados fica difícil fazer humor?

Veras - 

A gente engole seco e vai fazer a cena. Durante a peça isso até ajuda para que no final a gente fique bem. Se começamos brigados terminamos na paz.

Os integrantes do Porta dos Fundos receberam amigos para comemorar um ano de existência do canal, na boate Miroir, no Rio. Na foto, Marcos Veras e Julia Rabelo
Os integrantes do Porta dos Fundos receberam amigos para comemorar um ano de existência do canal, na boate Miroir, no Rio. Na foto, Marcos Veras e Julia Rabelo
Foto: Alex Palarea / AgNews

Terra - Como foi o convite para participar do Encontro com Fátima Bernardes?

Veras - 

Foi um presente entrar no programa, e ao mesmo tempo uma surpresa. Estava voltando dos EUA, fui fazer o

Falando a Veras

lá, e só vi meus amigos me parabenizando no Twitter. Me ligaram da produção da Fátima falando que ela queria um comediante no projeto e que esse cara era eu. Nunca nem imaginei, é meio surreal, não estava nos meus planos, trabalhar ao lado da ex apresentadora do

Jornal Nacional

.

Terra - E você estava nervoso na estreia como apresentador?

Veras - 

Era tudo muito novo, estava nervoso. Não era um programa de humor, mas o gênero conseguiu conquistar um espaço bacana na atração, de lá para cá foi só festa. Fátima me deixou muito a vontade. Ela confia muito no que eu faço.

Terra - E como chefe a Fátima cobra muito? É muito exigente?

Veras - 

Ela é muito elegante, parceira, a equipe do programa é o reflexo dela. Cobrança não, mas ela tem uma coisa que também carrego que é disciplina. Ela é apaixonada pelo trabalho, e eu também sou, por isso existe uma química muito grande. Ela topa as ideias, não tem medo do que sugerimos de novo. Fátima me dá liberdade. Muita gente achou que eu ia ficar podado, e muito pelo contrário, meu humor é assim mesmo, muito leve, com graça e divertido. Hoje sou muito mais reconhecido pelo grande público por causa do

Encontro

.

Terra - Você faz parte do elenco do Zorra Total, tem muito humorista de stand up que critica quem participa de programas do gênero. Você sofreu algum preconceito?

Veras - 

Não sofri isso porque sempre fui ator, apesar do stand up estar sempre na minha vida, essa não é minha origem, eu sou formado em teatro. O

Zorra

é um programa de humor clássico, com bordão, que vai parar na boca das pessoas no meio da rua, então muita gente diz que não assiste

o

humorístico e assiste sim. Muita gente diz que não ri das piadas do programa e ri sim. O

Zorra

é um programa como outro qualquer, que tem seus altos e baixos.

Terra - Quem você acha que é o melhor humorista da atualidade?

Veras - 

Temos tantos, que se me pedir um, vou ser injusto. Mas Fábio Porchat, meu amigo, irmão, engraçadíssimo na vida, no palco e na TV, Marcelo Adnet, Paulo Gustavo e Leandro Hassum. Tem muita gente boa, somos ricos no humor, com muita gente legal.

Terra - Você circula por cenários bem diferentes, fez novela, seriados, é apresentador. Como faz para ser bom em tudo isso?

Veras - 

Ih meu Deus, não sei! Eu sou?! Gosto muito de fazer vários trabalhos, não curto ficar na zona de conforto, ficar atacando só um veiculo, tento dar conta do recado em todos eles. Eu sou artista, e isso me abre o leque para fazer qualquer coisa, de malabares no sinal a galã de novela. O bom é isso, não ter a rotina.

Fonte: Terra
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