Script = https://s1.trrsf.com/update-1765905308/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Dan Stulbach exalta maturidade no ofício e na vida pessoal: 'Mais compreensivo com os meus erros'

Em entrevista exclusiva à Revista CARAS, o ator Dan Stulbach comenta como é trilhar sua carreira entre as cenas e o tempo

10 ago 2025 - 11h00
Compartilhar
Exibir comentários
O ator Dan Stulbach
O ator Dan Stulbach
Foto: Marcio Farias | Styling: Samantha Szczerb | Agradecimentos: Amil Confecções, Democrata e Oficina / Caras Brasil

Dono de trajetória sólida, que transita entre os palcos e as telas, Dan Stulbach (55) vive um momento de reinvenção. Em cartaz com O Mercador de Veneza, em Curitiba, no sul do País, ele ainda celebra a repercussão do filme Fé para o Impossível, na Netflix, e encontra fôlego para gravar Uma Praia em Nossas Vidas, seu novo longa.

"Tem sido um ano de muito reconhecimento e de parcerias ótimas. Espero que isso se mantenha", afirma Dan Stulbach. Colocando em ação toda a sua verve artística, o ator reflete sobre a maturidade, os papéis que o transformaram e a paixão que, felizmente, ainda o deixa com frio na barriga.

"Acho que hoje sou um ator melhor do que eu era antes. Consigo traduzir mais rapidamente aquilo que penso, cenicamente e pessoalmente também. Sou mais paciente e compreensivo com os meus erros, me cobro menos... e não só a mim, mas aos outros também", entrega.

Você sente que está num novo capítulo como artista?

Acredito que sim. Sinto que hoje sou um ator melhor do que eu era, mais maduro e que responde melhor aos desafios. Eu sou mais paciente e compreensivo com os meus erros, me cobro menos. Essa generosidade e entendimento maior são muito presentes no meu dia a dia, no trabalho e também na vida pessoal.

O que a maturidade, na prática, tem te ensinado?

As coisas vão ficando mais simples e a vida mais leve. Estou mais ligado não somente no tempo, mas também em reagir melhor a ele. Aprendi a selecionar o que é realmente importante... já não perco tempo.

Qual o seu segredo para se manter tão ativo?

Gosto de uma frase que diz: 'Envelhecer é ir aos poucos virando a pessoa que você sempre quis ser'. Na medida em que a sua expressão for realmente verdadeira, o envelhecer se torna interessante. No mais, não tenho segredo. Hoje em dia sou muito disciplinado para me cuidar. Tenho uma alimentação saudável, cuido da mente, faço academia, pilates, aula de voz. Tudo isso para me manter legal.

O teatro voltou para sua vida com O Mercador de Veneza. O que te motivou a revisitar esse clássico de Shakespeare neste momento da sua carreira?

É um texto que eu sempre quis fazer e um dos que eu mais gosto de Shakespeare. Eu o acho forte e atual, pois traz questões sobre tolerância à diferença, sobre até onde o ódio pode nos levar. Além disso, o Shylock, meu personagem, já foi interpretado por Al Pacino e outros grandes atores pelo mundo, então também me conecta a essas pessoas. Fora, é claro, o desafio artístico. O dia a dia do teatro te possibilita exercitar coisas novas, até porque o público é sempre novo. Um processo que eu adoro.

Você também está no longa Fé para o Impossível, na Netflix. Como essa história te impactou?

Esse filme aconteceu de um modo muito improvável na minha vida. Eu nunca tinha trabalhado em um projeto que abordasse a fé dessa maneira, então me veio uma vontade grande de ter contato com isso de um modo mais profundo. E assim foi, eu pude questionar, aprender, ter sensações novas e, também, a partir da repercussão que o filme teve, receber o carinho de muitas pessoas e entender a arte como um modo de mudança ou de inspiração para quem assiste. Isso é muito recompensador e prazeroso.

Ainda Estou Aqui conquistou o Oscar e emocionou muita gente. Como foi fazer parte desse projeto vitorioso?

Foi uma das coisas mais importantes que já me aconteceram. Quando fiz, evidentemente, eu não imaginava a repercussão que poderia ter, e foi um desafio chegar a algo que fosse profundo e verdadeiro. Um dos trabalhos que jamais vou esquecer.

Com tantas plataformas, como você enxerga o papel do artista nesse novo cenário cultural?

Esse novo cenário exige que a gente tenha mais atitude sobre o que fazer, nos tornando, às vezes, produtores dos nossos próprios projetos. Hoje, espera-se menos e, por isso, precisamos estar mais ativos, procurando coisas para fazer, parcerias, mostrando a cara.

Como é manter a paixão pela arte viva depois de tantos anos de carreira?

A paixão pela arte está aí e não é um esforço, porque é isso que gosto de fazer. Aliás, escolhi essa vida por ser meu lugar de paixão. Se ainda existe frio na barriga? Poxa, super. Antes de estrear O Mercador, por exemplo, eu estava com um nervoso real para entrar em cena e sentir como seria.

Existe algum papel ou tipo de personagem que você ainda não interpretou e que tenha vontade de explorar?

Tem muitos! Quero fazer outros clássicos no teatro; na dramaturgia, contar boas histórias e, quem sabe, voltar a trabalhar com Walter Salles, Fernando Meirelles e José Padilha, que são pessoas incríveis.

CONFIRA PUBLICAÇÃO RECENTE DE DAN STULBACH EM SEU PERFIL DO INSTAGRAM:

Ver essa foto no Instagram

Uma publicação compartilhada por Dan Stulbach (@danstulbach)

Caras Brasil Caras Brasil
Compartilhar
Publicidade

Conheça nossos produtos

Seu Terra












Publicidade