Corpos dos 'Mamonas Assassinas' são exumados e transformados em árvores; entenda o processo
Objetivo é promover um novo conceito de homenagem póstuma a partir de um parque
O membos do grupo Mamonas Assassinas, que morreu em 1996, será exumado nesta segunda-feira, 23, 30 anos após o acidente aéreo que os vitimou no auge do sucesso.
Receba as principais notícias direto no WhatsApp! Inscreva-se no canal do Terra
De acordo com a família, os restos mortais de Dinho, Bento Hinoto, Samuel Reoli, Júlio Rasec e Sérgio Reoli serão cremados com o objetivo de criar o Jardim BioParque Memorial Mamonas, no Cemitério Primaveras, em Guarulhos, na região metropolitana de São Paulo, local onde eles foram sepultados.
Em texto, a família afirmou que "o memorial será um lugar cuidado e aberto a visitações gratuitas dos fãs".
No mesmo comunicado, argumentaram que, além de enaltecer os entes queridos, a ideia é promover um novo conceito de homenagem póstuma, criando um espaço de memória e contemplação. O Terra explica como é esse processo:
O que é exumação?
Conforme o BioParque, trata-se do processo de remoção dos restos mortais, limpeza e destinação do material orgânico remanescente, geralmente ossos, para o ossuário ou para a cremação, seja para armazenamento em urna ou para tratamento e posterior plantio. Caso exista material restante, como caixão, roupas e restos de flores, estes são recolhidos e incinerados devidamente em fornos homologados.
Plantio da semente
Segundo o BioParque, o processo começa com as cinzas resultantes da cremação e uma semente de árvore. Ambos são depositados em uma bag, espécie de urna ecológica e 100% biodegradável. Depois, são plantados. A ideia é que, com o desenvolvimento da planta, a bag se desfaça. Nesse processo, os minerais presentes no material ajudam na fertilização do solo e no desenvolvimento da espécie.
Processo de germinação
Inicialmente, para garantir uma maior taxa de sucesso, a bag é “plantada” em local provisório e levada a uma incubadora, onde será monitorada, com controle de umidade e irrigação, para que as necessidades de germinação sejam devidamente atendidas.
O que acontece se não germinar?
Nem sempre as sementes vingam. Nesse caso, a família é avisada e, se continuar interessada no serviço, poderá agendar um novo plantio ou autorizar a instituição a trocar a semente para potencializar as chances.
Transferência ao parque
Existe um período em que a planta permanece sob cuidados contínuos até ser transferida para o centro de vivência. Após a germinação e a evolução serem atestadas, ela passa para outro setor, mas segue monitorada por especialistas, como biólogos e engenheiros agrônomos.
Pode desistir da transformação?
Depende da evolução da planta. De acordo com a empresa, se o processo ainda estiver no início, a bag com o material pode estar preservada e parte das cinzas pode ser resgatada. Entretanto, no caso de uma planta já desenvolvida, o material terá se misturado ao solo e dificilmente algo poderá ser recuperado.
Tem placa?
Cada árvore no parque representará uma pessoa e, segundo o cemitério, é possível ter ornamentos e intervenções arquitetônicas. Algumas alternativas já são disponibilizadas pelo estabelecimento, mas, caso exista interesse em algo diferente ou personalizado, o projeto precisará passar por aprovação.
Cinzas possuem validade?
Até o momento, não há prazo ou tempo determinado para iniciar o procedimento. Como as cinzas são compostas por matéria inorgânica, o estabelecimento afirma que é possível adaptá-las ao plantio a qualquer momento.
Pode pegar uma muda?
Como há cinzas envolvidas, a retirada é permitida apenas após determinado período. Quando isso ocorre, o processo é feito por profissionais, e a muda é analisada ao longo de 12 a 24 meses, enquanto recebe cuidados contínuos.