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"Coração parou de bater", lembra Szafir após internação

Ator revelou que está tendo perda de memória como sequela da doença: 'Vírus maldito'

26 ago 2021 12h41
| atualizado às 13h49
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Um mês após receber alta hospitalar, Luciano Szafir alertou sobre as sequelas da covid-19 nesta quarta-feira, 25. Atualmente, o ator vem sofrendo perda de memória.

Luciano Szafir se recupera da covid-19
Luciano Szafir se recupera da covid-19
Foto: Instagram / Reprodução

Luciano foi infectado pelo vírus duas vezes e, segundo ele, a segunda foi mais complexa. O pai de Sasha relatou que, quando já estava em casa, quase ficou sem batimentos cardíacos.

"Na primeira vez que peguei, senti apenas uma leve dor de cabeça e fiquei isolado por 17 dias. Na segunda vez, fiquei internado por 32 dias. Precisei de tubo de oxigênio e depois tive problemas na parede do intestino, arritmia cardíaca e sangramentos", disse em entrevista ao programa 'Encontro com Fátima Bernardes'.

"Eu pensava: 'Estou vivo agora, mas como vão ser os próximos 15 minutos?'. No hospital, ou eu estava sedado, ou estava rezando, ou pensava na minha família", confessou. "Era isso que me segurava", afirmou.

"Quando cheguei em casa, continuei com medo. Eu estava sendo monitorado e teve uma noite que acordei com um monte de médico em volta de mim porque eu estava com batimento cardíaco em 180. A médica me deu um remédio, meu corpo esquentou, o coração parou de bater e depois voltou com batimentos mais fortes", fala, sobre o momento de pânico.

Sobre as sequelas, ele conta: "As pessoas acham que depois da internação tudo acabou, mas não. Podemos ter trombose meses depois, perda de memória e muitos problemas psicológicos. O vírus é maldito e a gente vai ter que lidar com ele. É traiçoeiro, te deixa marcas físicas e psicológicas. Minha alimentação é restrita, não posso comer qualquer coisa, e frequentemente esqueço o nome de certas palavras.

Apesar de tudo, Szafir encontrou um ponto de apoio no amor e carinho que recebe diariamente em casa. "A recuperação é difícil, é lenta, mas estar em casa com a família e os amigos é um acalento."

Confira abaixo trechos da entrevista:

Estadão
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