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Bruno Gagliasso pede boicote a Júlio Cocielo após tuítes racistas

'É obrigação de todos nós constranger e vigiar nosso círculo social', diz texto postado por ator

3 jul 2018
18h24
atualizado às 18h30
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O ator Bruno Gagliasso usou seu Instagram para se posicionar incisivamente contra o youtuber Júlio Cocielo, que fez uma piada considerada racista na partida entre França e Argentina válida pela Copa do Mundo.

Bruno Gagliasso
Bruno Gagliasso
Foto: Instagram / @brunogagliasso / Estadão

Na sequência, internautas resgataram inúmeros de seus tuítes (confira aqui), que foram deletados pouco depois. Diversas marcas se posicionaram sobre o fato e chegaram até a cancelar parcerias com o youtuber (veja quais clicando aqui).

Republicando um texto escrito pela jornalista Isabela Reis, Gagliasso usou a rede social para criticar os seguidores de Cocielo: "Temos que cobrar posicionamento das marcas que o patrocinam, é claro. Mas são os outros famosos que ainda o seguem, e, principalmente, as pessoas comuns, anônimas, que verdadeiramente me preocupam. Apoiar uma pessoa racista é ser conivente, sim. [...] É obrigação de todos nós constranger e vigiar nosso círculo social."

"Num mundo digital em que seguidor significa dinheiro e carreira, a gente precisa entender a importância do boicote", complementou.

Giovanna Ewbank, sua mulher, também se manifestou e compartilhou um desabafo feito pela atriz Samara Felippo: "Medo, muito medo do nosso caminho pensando nesses influenciadores que sequer conseguem enxergar a sociedade que vivem. O que eu desejo, Cocielo, é que você, assim como essa era de influenciadores digitais tão queridos, reflitam e exerçam esse dom num lugar de sabedoria e bem ao próximo. [...] Nos ajude, você pode! [...] Não é piada! Nem 'antigamente' era piada! Nunca foi e nunca será piada!"

Enquanto a postagem de Bruno foi curtida por personalidades como Camila Pitanga, Taís Araújo, Malvino Salvador, Ticiane Pinheiro, MC Gui e o youtuber Pyong Lee, a de Giovanna recebeu apoio de Fátima Berndades, Deborah Secco Fernanda Gentil através de curtidas.

Samara Felippo, porém, usou a função stories da rede social para afirmar que sua postagem original foi retirada do ar.

Confira abaixo:

#Repost @belareis ··· Você tem noção do que são 11 milhões e 200 mil pessoas? Eu ajudo. É a população inteira da Bélgica. É um milhão a mais do que a população de Portugal. São 143 Maracanãs lotados. São todas as pessoas que AINDA estão apoiando diretamente um influencer assumidamente racista. Temos que cobrar posicionamento das marcas que o patrocinam, é claro. Mas são os outros famosos que ainda o seguem e, principalmente, as pessoas comuns, anônimas, que verdadeiramente me preocupam. Apoiar uma pessoa racista é ser CONIVENTE, sim. Preconceito não se combate sozinho. VAMOS PRECISAR DE TODO MUNDO. A mensagem precisa ser clara e direta. Num mundo digital em que seguidor significa dinheiro e carreira, a gente precisa entender a importância do BOICOTE. Principal instrumento de revolução de Martin Luther King Jr, nos anos 60, nos Estados Unidos da segregação racial, durante o Movimento dos Direitos Civis. ?????? As marcas só chegam até essas pessoas porque elas têm audiência, visibilidade, constroem um público que interessa para as empresas atingir. A RESPONSABILIDADE é de todos. Precisamos, é claro, cobrar as marcas mas também precisamos chamar atenção dos outros famosos que seguem/dão like/fazem parceria com essas pessoas racistas, machistas, LGBTfóbicas e gordofóbicas. É obrigação de todos nós CONSTRANGER e vigiar nosso círculo social. Educação antirracista não é somente pra criança, racismo não tem idade. A hora de aprender e ensinar é AGORA. ????? Vão lá no perfil (que eu me recuso a marcar aqui), vejam quem dos seus amigos e influenciadores favoritos seguem a pessoa e puxem a orelha de todo mundo. Na internet, seguidor é visibilidade e dinheiro. Não basta só cobrarmos as marcas, até porque daqui a pouco aparecem outras empresas com memória curta. A forma de colocar no ostracismo e minar a popularidade é fazendo quem que essas pessoas percam seu público, a grande propulsora do trabalho delas. ?????? Não é um caso isolado. Não foi o primeiro, não será o último. A gente precisa atuar com quem realmente movimenta essa máquina: a audiência. RACISMO É UM PROBLEMA DE TODOS NÓS.

Uma publicação compartilhada por Bruno Gagliasso (@brunogagliasso) em

Segunda do dia!!! Odeio ter que postar coisas tão repugnantes e tristes como essa...mas é necessário!!! Ainda fico chocada como podem existir pensamentos como desse tipo de pessoa...isso NÃO EH UMA BRINCADEIRA E NUNCA FOI!!! Isso é RACISMO! #Repost @sfelippo ··· Vamos lá... próximo do dia: Nessa era de youtubers eu já disse aqui o pânico que tenho da influência que nossas crianças e adolescentes sofrem. Esse @cocielo eu nunca segui, talvez por isso nunca chegou a mim os milhares de tweets racistas, machistas, misógenos que ele escreveu. Alimentando o ódio contra as minorias, alimenta preconceito, faz piadas com crianças negras e ainda é "influenciador digital". Medo, muito medo do nosso caminho pensando nesses "influencers" que sequer conseguem enxergar a sociedade que vivem. O que eu desejo @cocielo é que você, assim como essa era de influenciadores digitais tão queridos, reflitam e exerçam esse dom num lugar de sabedoria e bem ao próximo. Pelo futuro de uma geração. Por uma sociedade mais igualitária, menos homofóbica, racista, machista, intolerante. Nos ajude, vc pode!! Eu tenho esperança. Mas é preciso falar!!! A luta é diária para que isso acabe! ? Não é piada!!!!!! Nem "antigamente" era piada!!! Nunca foi e nunca será piada!!

Uma publicação compartilhada por Giovanna Ewbank (@gio_ewbank) em

Invisibilizar é apoiar o racismo! Falemos todos os dias!!

Uma publicação compartilhada por Samara Felippo (@sfelippo) em

Estadão
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