Blaise Pascal, filósofo: 'Todos os homens buscam a felicidade, sem exceção. Mas quase todos eles se perdem em algum ponto do caminho'
Estamos mais preocupados do que nunca com o nosso bem-estar, mas confundimos prazer momentâneo com a verdadeira felicidade.
Blaise Pascal nasceu em Clermont-Ferrand, cidade francesa com quase 150 mil habitantes, em 1623. Como matemático e físico, ele combinou a pesquisa científica com reflexões sobre a condição humana. Quatro séculos depois, seus pensamentos como filósofo permanecem relevantes, e um dos melhores exemplos disso é sua famosa citação: "Todos os homens buscam a felicidade, sem exceção. Mas quase todos se perdem em algum ponto do caminho ".
O pensamento de Pascal deriva de uma observação antropológica que permanece tão verdadeira hoje como era naquela época: todos os seres humanos desejam ser felizes. Aliás, se pararmos para pensar, ninguém age com a intenção de ser infeliz. Mas nesse caminho onde a felicidade é o objetivo, "o presente nunca nos satisfaz, a experiência nos seduz e, de infortúnio em infortúnio, chegamos à morte", escreve ele em seu livro "Pensamentos".
E isso não acontece porque não conseguimos conciliar nossa ideia de felicidade com o caminho para alcançá-la. Para Pascal, o erro está em buscar a felicidade em bens materiais e confundir o prazer momentâneo com a felicidade duradoura. Não são a mesma coisa e não nos proporcionam as mesmas coisas. Isso já era verdade no século XVII e ainda é no século XXI.
PRAZER E FELICIDADE NÃO SÃO A MESMA COISA!
Nos deixamos levar pela rápida descarga de dopamina de prazeres triviais apenas para evitar confrontar o que nos preocupa. É por isso que Pascal afirma que "todos os infortúnios da humanidade derivam de uma única coisa: sua incapac...
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