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Assassino de Marielle Franco revela valor milionário e detalha encomenda do crime: 'Eu estava cego'

Em entrevista inédita que vai ao ar nesta quinta-feira (27) na Record, o ex-policial militar condenado pelo assassinato da vereadora e de Anderson Gomes detalha os bastidores do crime e aponta motivações ligadas a Domingos Brazão

27 ago 2026 - 09h51
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Resumo
Em entrevista à Record, o ex-PM Ronnie Lessa, condenado pelo assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes, revelou que receberia R$ 25 milhões para executar o crime, valor que dividiria com comparsas. Lessa afirmou ter sido motivado pela ganância e detalhou que a ordem partiu de Domingos Brazão, cujo interesse imobiliário na Zona Oeste do Rio era barrado pela atuação da vereadora. Recentemente, a Justiça aumentou a pena de Lessa para 81 anos e a de Élcio Queiroz para 76 anos de reclusão.
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O ex-policial militar Ronnie Lessa, condenado pelo assassinato da vereadora Marielle Franco (1979-2018) e do motorista Anderson Gomes, aceitou falar abertamente sobre o crime diante das câmeras. Em entrevista exclusiva à Record, ele revelou que receberia a quantia milionária de R$ 25 milhões pela morte da política. As declarações inéditas serão exibidas nesta quinta-feira (27), durante o último episódio da terceira temporada do Doc Investigação, apresentado pela jornalista Thais Furlan.

Assassino de Marielle Franco revela valor milionário e detalha encomenda do crime: 'Eu estava cego'
Assassino de Marielle Franco revela valor milionário e detalha encomenda do crime: 'Eu estava cego'
Foto: Reprodução/Redes Sociais / Contigo

Além de Lessa, o ex-policial militar Élcio Queiroz também foi condenado pelo atentado. No início deste mês, a Primeira Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio aumentou de 78 para 81 anos a pena de Lessa, enquanto a de Queiroz passou de 59 para 76 anos de reclusão.

Detalhes do crime e a motivação de Domingos Brazão

Durante a sabatina conduzida por Thais Furlan, Lessa foi questionado sobre o momento em que decidiu cruzar a linha da legalidade para atuar no crime organizado:

"Em que momento você passa para o lado de lá? Em que momento começa a trabalhar para o crime?"

O ex-policial detalhou então as conversas e a promessa financeira associada a Domingos Brazão, apontado como um dos mandantes do assassinato ao lado de seu irmão, Chiquinho Brazão:

"O que o Domingos [Brazão] me passou foi o seguinte: 'Ela não vai deixar a gente botar o condomínio lá. Então, ela tem que sair do caminho'. Só que agora, agora eu vou dizer: R$ 25 milhões que era a minha parte, para dividir para quatro. Eu balancei. Aí eu tremi."

De acordo com investigações jornalísticas e policiais, o plano criminoso teria sido motivado pelo interesse dos irmãos Brazão na regularização de loteamentos irregulares e na exploração imobiliária na Zona Oeste do Rio de Janeiro, projeto que encontrava forte resistência política por parte de Marielle Franco e do PSOL.

Reconhecendo o impacto da proposta em sua trajetória, Lessa concluiu com um forte desabafo sobre o sentimento que o dominou na época:

"Eu estava cego, estava entorpecido. Eu estava sob uma overdose de ganância, overdose de ambição. Dinheiro."

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