Ana Maria Braga surpreende ao falar sobre aborto
Em entrevista à revista Veja, Ana Maria Braga revelou pela primeira vez que já realizou um aborto, classificando a experiência como difícil por falta de condições financeiras à época, mas sem carregar culpa. Aos 77 anos, a apresentadora declarou apoio à legalização do procedimento, defendendo a liberdade individual e a autonomia da mulher sobre o próprio corpo. Ela também afirmou que não se considera feminista, mas feminina, ressaltando que prefere agir com respeito mútuo a levantar bandeiras.
Ana Maria Braga, de 77 anos, surpreendeu ao revelar que já realizou um aborto em um período anterior da vida. A apresentadora do Mais Você falou sobre o episódio em entrevista à revista Veja, publicada nesta sexta-feira (16 de outubro). Além da experiência pessoal, ela abordou a legalização do procedimento e os direitos das mulheres.
Mãe de Mariana e Pedro, Ana Maria não informou em que ano a interrupção da gestação ocorreu. Ela afirmou que nunca havia tratado do assunto publicamente. Na entrevista, a apresentadora recordou como se sentiu naquele momento e explicou as circunstâncias que influenciaram sua decisão.
"Nunca falei disso, mas, sim, fiz e foi péssimo. Não recomendo. Embora não fosse muito nova, naquele momento da vida ainda nem conseguia me sustentar direito e achava que não tinha outro caminho. Não guardo culpa."
Outro momento da entrevista foi dedicado à discussão sobre a legalização do aborto. Questionada sobre o tema, a comunicadora apresentou uma posição favorável à medida.
"A decisão deve sempre ser da mulher. Ela é quem sabe do próprio corpo. Sou defensora da liberdade individual. É a mulher, com a consciência dela, que deve decidir o que fazer com o ser que está gerando."
A entrevista também tratou da relação da apresentadora com o feminismo. Ana Maria afirmou que não se considera feminista e prefere se definir como feminina. Ela explicou que entende a presença da mulher na sociedade como parte de uma convivência com respeito, reconhecimento e participação ativa no trabalho.
Questionada se essa visão diminuiria a luta histórica por espaço, Ana Maria negou. Disse não gostar de levantar bandeiras e preferir trabalhar para mudar o cenário. Ela também afirmou que não considera os homens inferiores e avaliou que algumas atitudes de feministas podem prejudicar uma convivência mais saudável entre homens e mulheres.
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