A casa caiu! Pastor Márcio Poncio é preso durante investigação por lavagem de dinheiro
Márcio Poncio foi detido na Barra da Tijuca na quinta fase da Operação Unha e Carne, autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes
A quinta fase da Operação Unha e Carne, deflagrada pela Polícia Federal nesta quinta-feira, prendeu o pastor e empresário Márcio Poncio em um flat na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro.
Líder da Igreja da Nuvem e pai da deputada estadual Sarah Poncio e do cantor Saulo Poncio, ex-integrante da dupla UM44K, ele é investigado por supostas ligações com uma organização criminosa associada ao contraventor Adilson Oliveira Coutinho Filho, o Adilsinho, apontado como figura central do esquema.
A operação foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, que também determinou outros mandados de prisão e 14 ordens de busca e apreensão. Segundo a Polícia Federal, a ação "busca aprofundar a apuração de indícios de lavagem de dinheiro praticada pelo 'capo' da nova cúpula do jogo do bicho e possível ramificação do esquema junto a integrantes dos poderes Executivo e Legislativo do RJ". A decisão judicial também determinou o bloqueio de bens e valores que podem chegar a R$ 22 milhões.
A investigação está inserida no contexto da ADPF 635, conhecida como ADPF das Favelas, que prevê o aprofundamento de apurações sobre grupos criminosos e suas possíveis conexões com agentes públicos.
A nova etapa surgiu a partir de desdobramentos de fases anteriores, que identificaram planilhas com registros de supostos pagamentos, doações eleitorais e movimentações financeiras suspeitas, indicando possíveis repasses a políticos do estado. O caso ganhou ainda mais repercussão após o ministro Gilmar Mendes afirmar ter recebido relatos sobre parlamentares beneficiados por recursos provenientes do jogo do bicho.
As defesas dos investigados contestaram as acusações. O advogado de Márcio Poncio, Leandro Mendonça, afirmou que ainda não teve acesso ao processo: "O que posso informar é que ele se encontra na Superintendência da Polícia Federal e que, até o presente momento, não tivemos acesso aos autos do processo, fato que nos impede de conhecer os fatos e os fundamentos que levaram à decretação de sua prisão preventiva."
Os representantes de Adilsinho negaram irregularidades: "A defesa rechaça a alegação de pagamento de vantagens indevidas a políticos ou agentes públicos. A defesa confia no Poder Judiciário e no devido processo legal." O ex-deputado Marco Antônio Cabral, também alvo de busca e apreensão, negou envolvimento em crimes e declarou ter colaborado integralmente com as autoridades.
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