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Gen Z ressignifica o treino: foco é no autocuidado, não na performance

24 mar 2026 - 21h36
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Se você já sentiu que precisava "render" no treino, como se cada ida à academia tivesse que dar resultado visível, você não está sozinha. Essa sensação foi construída ao longo de anos, principalmente por uma cultura fitness muito baseada em performance.

O exercício deixa de ser apenas estética e passa a ser cuidado.
O exercício deixa de ser apenas estética e passa a ser cuidado.
Foto: reprodução/internet/gymdirect / todateen

Por muito tempo, treinar significava evoluir sempre, aumentar carga, mudar o corpo e mostrar resultado. Só que essa lógica começou a cansar — e a Gen Z está deixando isso bem claro.

A mudança não é sobre parar de treinar, mas sobre mudar o motivo. O exercício deixa de ser apenas estética e passa a ser cuidado.

De onde vem essa pressão por performance

Durante pelo menos duas décadas, o universo fitness foi guiado por metas visíveis. Expressões como "antes e depois", "projeto verão" e "no pain, no gain" dominaram academias, revistas e redes sociais.

Esse discurso transformou o corpo em um objetivo constante. A ideia era melhorar sempre, superar limites e buscar um resultado específico. O problema é que, junto com isso, veio a comparação.

Com o crescimento das redes sociais, essa pressão aumentou. Corpos padronizados, rotinas intensas e resultados rápidos passaram a ser exibidos o tempo todo, criando uma sensação de que todo mundo estava evoluindo — menos você.

O que mudou no comportamento da Gen Z

Pesquisas recentes de comportamento mostram uma mudança interessante entre jovens de 18 a 27 anos. O foco no exercício físico começa a sair da estética e vai para o bem-estar.

Isso inclui fatores como:

  • Saúde mental
  • Qualidade do sono
  • Controle da ansiedade
  • Mais energia no dia a dia

Na prática, o treino passa a ser visto como uma forma de regular o corpo e a mente, e não apenas de transformá-los visualmente.

Isso não significa que a estética deixou de importar, mas ela deixou de ser o único motivo.

O impacto das redes sociais (e o cansaço delas)

A Gen Z cresceu dentro das redes sociais, mas também foi a primeira a perceber o custo disso. Influenciadores falando sobre burnout, rotina exaustiva e pressão constante começaram a expor um lado que antes era pouco mostrado.

Esse contato direto com o esgotamento mudou a forma como essa geração enxerga performance. A ideia de estar sempre produzindo, sempre evoluindo e sempre mostrando resultado passou a ser questionada.

E isso chega no treino.

Hoje, existe uma resistência maior à lógica do "treino perfeito". Em vez disso, cresce a valorização de rotinas possíveis, que respeitam limites.

A pandemia mudou a relação com o movimento

Outro ponto importante foi a pandemia. Quando academias fecharam, o treino precisou se adaptar. Muitas pessoas passaram a se exercitar em casa, com menos estrutura e menos pressão.

Nesse período, atividades simples ganharam espaço. Caminhadas, alongamentos e treinos leves começaram a fazer parte da rotina de forma mais natural.

Sem o ambiente tradicional da academia, o exercício perdeu parte da estética de performance. E ganhou outro significado: o de manter o equilíbrio em um momento difícil.

Essa experiência deixou marcas. Até hoje, muita gente mantém esse olhar mais flexível sobre o treino.

Exercício como autocuidado: o que isso significa na prática

Na rotina, essa mudança aparece de formas bem concretas.

Treinar deixa de ser uma obrigação rígida e passa a ser algo adaptável. Existem dias mais intensos, mas também dias mais leves, e tudo bem!

Além disso, o foco muda. Em vez de pensar apenas em resultado físico, entra em cena a pergunta: "como eu me sinto depois de treinar?".

Esse tipo de abordagem cria uma relação mais saudável com o exercício, porque não depende de perfeição. Depende de consistência possível.

O que dizem especialistas e marcas de bem-estar

Essa mudança de comportamento também já é percebida por marcas e profissionais da área. Empresas que trabalham com saúde e bem-estar começam a adaptar a forma de comunicar o exercício.

A Weleda, por exemplo, há anos aposta em uma abordagem mais ligada ao cuidado contínuo do corpo, sem foco em performance extrema.

Segundo Juliana Garcia Frota, gerente de marca e sustentabilidade da empresa, existe um aprendizado importante nessa mudança: o custo da performance constante deixou de fazer sentido para muita gente.

A ideia que ganha força agora é simples, mas potente. O exercício que permanece é aquele que se encaixa na vida real, não aquele que precisa ser exibido.

Isso é uma tendência ou uma mudança real?

A cultura da performance não desapareceu. Ela ainda está presente, principalmente em ambientes mais aspiracionais e nas redes sociais.

Mas o que muda é o espaço que o questionamento ganhou. Hoje, existe mais abertura para falar sobre limites, descanso e equilíbrio, e isso já transforma o cenário.

Porque, quando mais pessoas começam a treinar por bem-estar e não por pressão, o padrão muda — mesmo que aos poucos.

No fim, o que realmente está em jogo

A Gen Z não está abandonando o exercício, está redefinindo o papel dele.

Treinar deixa de ser uma forma de provar algo para os outros e passa a ser uma forma de cuidar de si. Isso muda a experiência, a motivação e, principalmente, a continuidade.

Porque, no fim, o treino que funciona não é o mais intenso nem o mais perfeito. É aquele que cabe na sua rotina e faz sentido manter.

E talvez essa seja a mudança mais importante: sair da lógica da performance e entrar na lógica do cuidado.

todateen
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