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Franco Fontana, mestre italiano da fotografia colorida, falece aos 92 anos

29 ago 2026 - 13h41
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Resumo
O fotógrafo italiano Franco Fontana, pioneiro da fotografia colorida artística, faleceu aos 92 anos. Famoso por transformar paisagens em composições abstratas com cores vibrantes, geometria e sombras, ele defendia que a fotografia deve interpretar a realidade, não apenas documentá-la. Nascido em Modena, Fontana iniciou a carreira nos anos 1960, realizou mais de 400 exposições individuais e teve seu trabalho aclamado em mais de 50 museus ao redor do mundo.
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Franco Fontana, ‌fotógrafo italiano famoso por transformar paisagens em imagens abstratas por meio do uso magistral da cor, da geometria e das sombras, faleceu aos 92 anos, noticiou a mídia italiana neste sábado.

Tendo iniciado sua carreira na década ⁠de 1960, quando o preto e branco ainda ‌dominava a fotografia artística, Fontana foi um pioneiro do uso da cor, influenciado pelo expressionismo abstrato e ‌pelo minimalismo.

Algumas de suas fotos mais ‌conhecidas — que mostram praias ou paisagens rurais ⁠do sul da Itália em cores vivas e contrastantes, às vezes retratando uma única árvore, nuvem ou sombra humana — evocavam a obra do pintor abstrato Mark Rothko.

"Acredito que (a fotografia) não deva documentar a realidade, mas interpretá-la", ‌afirmou ele em uma declaração para sua exposição "Full Color", ‌de 2014.

"A realidade ⁠é um ⁠pouco como um bloco de mármore. Você pode usá-lo para fazer ⁠um cinzeiro ou a 'Pietà' ‌de Michelangelo", acrescentou, ‌referindo-se à escultura na Basílica de São Pedro.

Fontana também foi aclamado por suas paisagens urbanas, tanto na Itália quanto nos Estados Unidos, que costumavam brincar ⁠com linhas marcantes, sombras e detalhes de carros estacionados, e por sua fotografia de nus.

Nascido em Modena, no norte da Itália, em 9 de dezembro de 1933, Fontana nunca saiu ‌de sua cidade natal, recusando uma oferta para se mudar para Nova York enquanto trabalhava para a ⁠Vogue norte-americana.

Tendo abandonado os estudos, ele desenvolveu um interesse pela fotografia durante o serviço militar e começou a fazer experiências com a arte, inicialmente como amador, no início da década de 1960.

Nas décadas seguintes, realizou mais de 400 exposições individuais, trabalhou com moda e publicidade e teve seu trabalho exibido em mais de 50 museus ao redor do mundo.

Em Roma, ele foi homenageado com uma grande retrospectiva, com mais de 200 fotografias, que ficou em cartaz de dezembro de 2024 a agosto de 2025.

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