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"Uma Aventura Lego" diverte com paródia do mundo dos brinquedos

6 fev 2014 - 12h32
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Emmet é um sujeito comum. Acorda cedo, pega o seu guia para uma vida feliz e alegre e segue à risca as regras, que envolvem vestir roupas e cumprimentar aos vizinhos, entre outras coisas. Ele é um peão de obra ingênuo e feliz na sua ignorância.

Pouco importa que o mundo onde vive é dominado por um ditador que atende pelo nome de Senhor dos Negócios. E o fato de ser um pequeno brinquedo de plástico parece não ser um problema.

Ele é o protagonista da animação "Uma Aventura Lego", de Phil Lord e Christopher Miller (a mesma dupla de "Anjos da Lei" e "Tá Chovendo Hambúrguer"), e é também a última esperança para sua raça. Emmet e seus semelhantes vivem subjugados por um ditador que, agora com uma arma poderosa, pretende acabar com os movimentos de quem o desafiar.

Uma profecia, no entanto, diz que o homem que encontrar a Peça de Resistência será o herói capaz de acabar com os poderes do Senhor dos Negócios. Em sua ingenuidade e boa vontade, Emmet poderá ser esse salvador.

A última esperança para um grupo de dissidentes que inclui Batman, Super-Homem, Mulher Maravilha, Gandalf, Dumbledore e outros, ele é levado ao grupo por Lucy, garota rebelde que parece uma versão Lego da heroína da trilogia Millenium: Lisbeth Salander.

"Uma Aventura Lego" segue mais ou menos a cartilha da jornada de um herói e, nesse sentido, é óbvio. Ao mesmo tempo, as cores vibrantes, os personagens carismáticos e o ritmo que beira a histeria tornam-no um filme muito especial. É bizarro ver esses bonequinhos num mundo de bloquinhos coloridos vivendo e agindo como humanos, e nessa bizarrice reside a graça do filme.

O uso do 3D é acertado ao conferir dimensão e textura aos personagens e cenários. O roteiro, assinado pelos diretores e Kevin Hageman ("Hotel Transilvânia"), tira proveito do estranhamento de ter em cena figuras tão peculiares com um modo de vida tão particular - além de fazer graça com os super-heróis, como o Batman egocêntrico e o Lanterna Verde querendo ser o melhor amigo do Super-Homem a todo custo.

"Uma Aventura Lego" prega, em sua essência, uma exaltação dos laços de afeto em detrimento dos valores deturpados da sociedade de consumo. O que não deixa de encerrar um certo paradoxo já que, em seus 100 minutos, o longa não deixa de parecer uma propaganda estendida da Lego.

(Por Alysson Oliveira, do Cineweb)

* As opiniões expressas são responsabilidade do Cineweb

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