Caso Jeffrey Epstein vai ganhar série com Laura Dern no elenco; veja detalhes
Produção é baseada no livro da jornalista Julie K. Brown, 'Perversion of Justice: The Jeffrey Epstein Story'
A atriz Laura Dern protagonizará uma série sobre o caso Jeffrey Epstein, financista norte-americano preso em 2019 por comandar um esquema de tráfico sexual envolvendo dezenas de meninas.
A produção, idealizada pela Sony Pictures Television, é baseada no livro Perversion of Justice: The Jeffrey Epstein Story, da jornalista Julie K. Brown, ainda indisponível no Brasil. A informação é da revista norte-americana Variety.
A repórter, que será interpretada por Dern, atuou no jornal Miami Herald e foi uma das responsáveis por investigar os crimes de Epstein. Em 2008, ele foi condenado por abusar sexualmente de uma adolescente de 14 anos.
Apesar da gravidade das acusações e da identificação de outras vítimas, ele firmou um acordo controverso com a Justiça norte-americana que reduziu sua pena e permitiu que deixasse a prisão para trabalhar durante a semana.
Durante anos, Julie investigou o passado do financista, identificou cerca de 80 vítimas do predador sexual e convenceu as sobreviventes a falarem oficialmente sobre o ocorrido. Suas ações, aliadas às investigações da polícia, ao trabalho de outros jornalistas e aos relatos das vítimas, levaram às prisões de Epstein e Ghislaine Maxwell, a mão-direita do financista.
As produtoras Sharon Hoffman e Eileen Myers atuarão como showrunners do seriado e o cineasta Adam McKay, ao lado do produtor Kevin Messick, também farão parte da produção da obra.
A série, no entanto, ainda não tem um canal ou serviço de streaming exibidor definido. Caso encontre uma casa, a produção se tornaria a primeira ficção sobre o tema. Até o momento, apenas documentários foram produzidos sobre os crimes do financista.
Relembre o caso
Nos últimos meses, uma série de documentos sobre o caso foram liberadas pelo governo norte-americano ao público. A exposição revelou trocas de mensagens, registros de viagens e relatos que citam personalidades como Donald Trump, Bill Clinton, o ex-príncipe Andrew e Elon Musk.
Embora muitos nomes apareçam em registros de contato ou viagens, nem todos enfrentam acusações formais. Ainda assim, a exposição das informações reacendeu debates políticos nos Estados Unidos, com disputas entre republicanos e democratas sobre a divulgação integral dos arquivos e possíveis tentativas de obstrução.
As revelações também trouxeram à tona imagens, laudos e detalhes da morte de Epstein, reforçando o interesse público em um dos maiores escândalos sexuais e políticos das últimas décadas. Epstein foi acusado de liderar uma rede de exploração e tráfico sexual de menores de idade, ao lado da ex-namorada, Ghislaine Maxwell.
Um mês após sua prisão em 2019, Epstein foi encontrado morto em sua cela e a autópsia concluiu que ele tirou a própria vida. O Departamento de Justiça confirmou que a causa da morte foi suicídio, após analisar arquivos e vídeos da prisão. Contudo, algumas teorias da conspiração, sem nenhum tipo de prova, insinuam que ele teria sido assassinado para proteger pessoas influentes que teriam relação com o escândalo sexual.
As acusações contra o milionário foram retiradas após a sua morte, mas as investigações continuaram contra outros envolvidos no caso, como Ghislaine Maxwell, que foi presa e condenada a 20 anos de prisão em 2022.