O mapa definitivo da jornada de Ulisses em 'A Odisseia': o filme de Christopher Nolan, explicado de forma interativa
Tentamos realizar a tarefa mais difícil: simplificar o vai e vem desconcertante da jornada de Odisseu por um Mediterrâneo aparentemente infinito
Chegou o grande dia: a estreia de 'A Odisseia'. Exatamente três anos se passaram desde o último grande sucesso de Nolan que redefiniu o cinema tradicional — 'Oppenheimer' — e esta façanha homérica mira tão alto quanto.
]A nova aposta da Universal Pictures, que utiliza tecnologia IMAX de ponta, já se consolida como um marco na carreira do diretor Christopher Nolan — criador de obras-primas como 'Batman: O Cavaleiro das Trevas', 'Amnésia' e 'Interestelar' — um cineasta que jamais cedeu a nada que não fosse a sua própria visão pessoal.
Pois, para além das críticas sobre o uso de mármore branco em vez da policromia clássica, ou da tendência de deixar os atores incrivelmente sensuais em trajes de couro com tachas e capacetes estilizados, existe a questão da reconstituição histórica. Seria ela possível? Talvez.
Nós fizemos a nossa própria tentativa e temos algo historicamente mais preciso: um mapa. Mas não um mapa qualquer — uma rota dinâmica que percorre toda a jornada, ponto a ponto, traçando conexões entre fato e ficção.
Vamos embarcar juntos nesta grande epopeia mediterrânea. Deixamos o debate acadêmico para autoridades como Vinzenz Brinkmann, Barry Strauss e Robin Lane Fox.
Quando Homero escreveu 'A Odisseia' — provavelmente entre 750 e 700 a.C. — o mapa do Mediterrâneo terminava muito antes das fronteiras atuais da Europa. Além dali, havia monstros, deuses caprichosos, ilhas impossíveis e um oceano que ninguém ousava descrever.
Dois mil e setecentos anos depois, a grande questão ...
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