Script = https://s1.trrsf.com/update-1781903735/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE
Publicidade

"O Convite" transforma as tensões de um relacionamento no melhor filme do ano

Estrelado por Olivia Wilde, Seth Rogen, Penélope Cruz e Edward Norton, o filme explora os constrangimentos de um jantar extremamente caótico.

1 jul 2026 - 06h28
(atualizado às 09h32)
Compartilhar
Exibir comentários

A complexidade dos relacionamentos sempre rendeu ótimas tramas para o cinema, seja com uma apaixonante comédia romântica ou com um drama meloso e brega. E "O Convite"chega com uma trama disfuncional tão contida, caótica e surpreendente que, com certeza, já se tornou um dos melhores filmes do gênero.

Angela (Olivia Wilde) e Joe (Seth Rogen) são um fiasco como casal, brigam pelo menor motivo possível e parecem estar à beira de um infarto de tão intensas que são suas discussões, mas, ainda assim, se aturam. Até que Angela convida os vizinhos Piña (Penélope Cruz) e Hawk (Edward Norton) para um jantar que, automaticamente, desperta todos os tipos de constrangimento e tensões.

O Convite / Divulgação A24

O longa é uma adaptação do filme espanhol "Sentimental" (2020). Além de atuar, Olivia Wilde também dirige, e o roteiro é assinado por Will McCormack (Se Algo Acontecer… Te Amo) e Rashida Jones (The Office e Parks and Recreation).

Essa junção de um microelenco e roteiristas extremamente experientes no mundo da comédia resulta na melhor experiência do ano nos cinemas. Olivia Wilde conduz tudo de maneira claustrofóbica, praticamente sufocante, mesmo que o longa se passe inteiramente num apartamento bem espaçoso. Mas esse aperto na garganta, essa falta de ar, vão muito além de planos fechados, eles estão no desgaste de um relacionamento e na aflição de estar no meio de uma guerra emocional.

A tensão que define esse filme teria tudo para virar um drama extremamente pesado, com personagens frustrados e odiosos consigo mesmos. Mas a vida que os atores dão ao texto (especificamente Edward Norton) em meio às discussões faz algo quase mágico com o emocional do espectador, transformando uma simples DR em uma montanha-russa.

O Convite / Divulgação A24

A virada envolvendo a trama pisa no freio na escala de tensão e segue um rumo mais… sensual, o que não frustra a narrativa em nenhum momento. Soa, na verdade, quase como um respiro e um acerto de contas em meio a tanta discussão, sendo apenas uma breve e gostosa pausa antes de mais uma dose de adrenalina.

A habilidade de Olivia Wilde na direção do longa nunca esteve em dúvida, mesmo depois do tropeço de "Não Se Preocupe, Querida". Mas aqui ela tem todo o espaço e a estrutura necessários para projetar sua carreira como diretora. Tanto que, para mim, já está claro que será uma figura confirmada nesta temporada de premiações.

O Convite conseguiu transformar um casal disfuncional e seus vizinhos liberais no melhor filme do ano. O que posso dizer, sem medo, é que se trata de um acerto perfeito em termos de condução do espectador, fazendo você sair do cinema e pensar no quão linda e intensa é a arte de contar histórias.

O longa terá sessões antecipadas no dia 2 de julho e estreia oficialmente no dia 9.

Conexão Beat
Compartilhar

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

Publicidade
Meu Terra